Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 20/08/2020
No filme “O ódio que você semeia”, Starr presencia o assassinato de seu amigo por um policial branco que, ao abordá-lo, disparou contra o garoto ao confundir uma escova de cabelos, que portava em mãos, com uma arma. A narrativa da obra é conhecida em diversos cantos do mundo, por sofrerem com a violência policial causada pelo racismo, proporcionando o encarceramento e o genocídio de pessoas negras.
Constata-se, a princípio, que, segundo o Artigo 5º da Constituição Federal, todo cidadão é igual perante a lei, sem distinção de qualquer natureza. Porém, nota-se que não há o pleno exercício da Lei ao observar que, como confirmado pelo Infopen, 61% dos presos são pretos ou pardos e 31% são brancos, visto que compõem 53% e 45% da população em geral, respectivamente. Esse cenário está atrelado a discriminação de negros, que, segundo o sociólogo Aristóteles Veloso, são vistos como inferiores e relacionados a escravidão.
Ademais, segundo a professora da Universidade Federal Fluminense, das mortes cometidas pela polícia no Brasil, 80% são negras, e o percentual corresponde ao dobro das praticadas pela polícia dos Estados Unidos. Casos notáveis de brutalidade policial são o de João Pedro, atingido por um tiro dentro de sua casa e levado pela Polícia Civil são o de George Floyd, que foi asfixiado por um policial branco ao colocar os joelhos no pescoço do homem negro.
Portanto, o Ministério da Justiça deve julgar os casos de racismo com severidade, julgando os criminosos por meio de leis para que diminuam os casos de violência policial. Dessa forma, não haverá impunidade, fazendo com que não ocorra eventos como o da ficção apresentada na obra cinematográfica.