Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Enviada em 11/08/2020

Houve recentemente um movimento nas redes sociais que ficou conhecido como “Black lives matter” e que escancarou uma discussão que precisa ser levada em consideração, porque há muita gente que sofre com ela: o racismo. A viralização dessa manifestão levou muitas pessoas ao seguinte questionamento: “Mas sendo branco e de classe média, eu tenho que apoiar o movimento? Por que?” Os dados não mentem e nos levam a perceber que todos, independentemente da posição social precisam dar seu apoio. Segundo a ONG “Coalizão negra por Direitos”, em 2017, foram 65.000 homicídios, sendo 49.500 de afro-brasileiros. Só esses números já assustam, mas quando eles se tornam nominais, assustam ainda mais. Casos como a morte de George Floyd nos Estados Unidos e de João Pedro no Rio de Janeiro faz com que a gente perceba que essas pessoas não são números e que não podem ser tratados de forma tão desumanizada e mortos como se a vida deles não valesse nada, sem a chance de se defender judicialmente, por exemplo. Não podemos dizer que eles morreram só porque são negros. Seria simplificar a dinâmica social que temos hoje. Há uma estratificação na sociedade de forma que os negros, em geral, estão nas classes denominadas minoritárias, tendo menos condições para estudo e, por consequência para ocupar maiores cargos em empresas. Isso é um reflexo ainda do erro histórico que foi a escravidão. A escravidão em si foi o ápice da desumanização, pois as pessoas eram objetificadas e não tratadas de forma digna. Mas mesmo com o fim dela, não houve na sociedade (e ainda não há de forma plena) um acolhimento dessas pessoas escravizadas, obrigando-as a se restringir à margem da sociedade e deixando-as sobreviver à própria sorte. Esse cenário, porém, pode ser percebido também nos dias de hoje. Mas como mudar? É necessário que haja políticas públicas e privadas que conscientizem as pessoas e que acolham essas minorias, além de, é claro, garantir a punição a quaisquer crimes raciais. Afinal, vidas negras importam, mas quais vidas não?