Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 10/08/2020
Na canção sessentista “A Change Is Gonna Come”, de Sam Cooke, é demonstrado uma expectativa positiva sobre o tratamento dos negros no futuro. Contudo, se Sam estivesse vivo hodiernamente testemunharia um erro em sua previsão. Embora a violência policial contra essa minoria tenha diminuído consideravelmente ao longo dos anos, tal problemática ainda persiste. Dentre os diversos entraves para a atenuação desse problema pode-se destacar a o racismo estrutural, fincado nas populações do ocidente, ademais nota-se a negligência estatal. Em primeiro plano, é imprescindível destacar a o fator que alavanca a violência externada contra os pretos pelos policiais: o racismo estrutural. Nessa perspectiva, cabe relembrar que durante o fim do Brasil Império, até 1937, a capoeira, prática esportiva e cultural dos afro-brasileiros foi criminalizada no país. O argumento para essa prática preconceituosa foi que tal representação da cultura negra era algo violento e subversivo. Sob essa ótica, torna-se notório que a violência foii herdada de um contexto mais antigo. Nesse viés, os policiais, infectados por uma ideologia histórica, ao verem os pretos logo concluem que esses indivíduos ameaçam a sociedade, devido a idealização enraizada sobre esses indivíduos, partindo, então, para a violência injustificável. Outrossim, é importante salientar a passividade do Estado em relação a tais acontecimentos. No ano de 2020, João Pedro, um jovem negro, foi assassinando pela violência brutal de policiais do Rio de Janeiro, porém embora se tenha visto a indignação da população e da mídia, muitas das grandes lideranças políticas do Brasil, como o então presidente Jair Bolsonaro, não invocaram atenção para o ocorrido, muito menos mobilizaram mecanismos significativos para o combate da violência policial, especificamente contra os jovens como João. Sendo assim, os militares do país, ao presenciaram a normatização de seus atos se sentem seguros para os cometerem. Infere-se, portanto, que esses impasses devem ser combatidos. Posto isso, compete ao Estado, pai da nação, tornar-se presente nas questões de violência racial por parte dos policiais, promovendo por um de seus órgãos, o Ministério da defesa, cursos de sociologia e história africana no treinamento dos futuros defensores da sociedade, assim como para os agentes já em ofício, os sensibilizando, visando que o negro seja enxergado de uma forma imparcial, o que diminuiria exponencialmente tamanha violência. Por conseguinte, o Governo agirá de forma correta e a previsão de Sam irá se concluir.