Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 15/08/2020
O movimento “Black Lives Matter” criado em 2013, surgiu com o objetivo de denunciar e tornar explícito a forma bruta com que a polícia realiza abordagens sobre a população negra. De fato, é clara a restrita relação da violência policial contra pretos no Brasil e no Mundo. Assim, para que tal situação possa ser mitigada, torna-se necessário reconhecer o racismo estrutural enraizado na sociedade, bem como é preciso garantir a cidadania efetiva a essas pessoas.
A priori, é coerente destacar a persistência das raízes históricas ligadas a escravidão negra. Tal situação é herança da mentalidade escravocrata presente desde o século XVI no Brasil, na qual os pretos eram considerados inferiores e marginalizados, sendo constantemente utilizados como mão de obra nas plantações canavieiras. Porém, mesmo depois de sua abolição, a referida população ainda é vítima de seus reflexos, ilustrado pelo caso do brasileiro e negro Douglas Martins, morto sem motivo por um policial. Dessa forma, é perceptível que o preconceito racial ainda é vigente na sociedade.
A posteriori, é evidente que a população negra tem seus direitos básicos negligenciados. O artigo 5° da Constituição Federal de 1988 garante que todos os cidadãos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, tal como assegura o direito à vida e à segurança. Contudo, segundo uma pesquisa realizada pelo portal G1, cerca de 80% dos jovens mortos por policiais eram pretos ou pardos, apenas no primeiro semestre de 2019. Logo, fica exposta as disparidades raciais entre negros e brancos, mesmo que consideradas crime pela legislação.
Portanto, a bruta intervenção por agentes de segurança pública possui herança colonial, refletido nos altos índices de violência contra a população negra. Então, para que essa problemática seja mitigada o Ministério da Educação em parceria com a mídia deve promover campanhas publicitárias que serão expostas nos intervalos da programação televisiva, com o fito de desconstruir o preconceito racial, esperando-se cortar as raízes históricas que associam a figura negra com a marginalidade, e, por conseguinte possibilitar que os direitos inalienáveis sejam de fato garantidos.