Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Enviada em 19/08/2020

No livro O Ódio que você Semeia, escrito por Angie Thomas, relata a história da Star, uma adolescente negra que presencia a morte de seu amigo, Khalil, injustamente por um policial branco, o livro mostra a realidade brasileira. No século XXI a problemática ocorre em virtude do racismo, acarretando no sentimento de injustiça e insegurança para essa parte da população. Dessa maneira, faz-se indispensável o fim da impunidade aos agressores e conscientização social.

A princípio, torna-se possível perceber, que no Brasil desde a colonização possui o preconceito a negros enraizados em sua cultura. Diante disso, percebe-se, a Companhia de Jesus, foram expedições que visavam a catequização dos índios no Brasil, os quais eram considerados pessoas inferiores e subjugaram sua cultura. Assim como também os escravos africanos trazidos da África por milhares de anos, os quais eram obrigados a trabalhar forçados e julgados pela cor de sua pele. Identifica-se, que mesmo com o fim da escravidão no Brasil em 1888, o qual foi o último país a decretar fim a escravidão ainda nota-se vestígios de preconceitos contra a população negra.

Desse modo, a violência de policiais contra negros ocorre em virtude do racismo, porém são os negros que sofrem com esse desigualdade. Segundo a socióloga, Samira Bueno, as pessoas pensam que o criminoso é primeiro homem e, segundo, preto e pardo. Então, aqueles com esse perfil podem acabar correndo o risco de serem criminalizados a priori. Outrossim, explica que a polícia é reflexo do sistema de Justiça criminal, de como ele opera. É um ciclo que vai da abordagem a criminalização. À vista disso, a Constituição Brasileira garante no Art. 5 que todos são iguais perante lei isso não é de fato aplicado. Seguindo essa linha de pensamento, nota-se que o sentimento de insegurança e medo de serem abordados e presos injustamente é em maior parte de pessoas negras e pardas.

Por conseguinte, fica claro que, ainda há entraves para assegurar a construção de um mundo melhor. Destarte, faz-se imprescindível que a lei Lei nº 7.716/1989, seja revista e haja penalidades mais graves, de modo que a população negra se sinta segura, com o objetivo de que o racismo seja ínfimo. Conforme já dito pelo ativista Nelson Mandela, educação é capaz de mudar o mundo. Portanto, o Ministério da Educação (MEC) deve instituir, na sociedade civil, conferências gratuitas, em praças públicas, ministradas por psicólogos, que discutam o combate ao preconceito enraizado na cultura brasileira, de forma que o tecido social se desprenda de certos tabus e não caminhe para um futuro degradante.