Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 20/08/2020
A descriminação racial, que afeta a maior parte, se não toda, dos afro-descendentes, é discutida a séculos e, junto a ela, a violência policial, que também possui uma alto índice de crimes cometidos contra negros. No entanto, muito se discute sobre, nos últimos tempos, devido aos recentes crimes envolvendo policiais e vítimas negros. Os protestos e a alta atenção obtida podem ser justificados pelo aumento da adesão as redes sociais, devida atual situação em que o mundo se encontra.
Os negros possuem um passado longo e trágico, marcado pela escravidão e pela discriminação, que infelizmente não pode ser considerado 100% passado. Alguns dos aspectos influenciadores desses crimes seriam a identificação dos jovens negros como indivíduos passíveis de cometer violência, devida grande demanda de negros nas comunidades, onde são cometidas mais mortes por ação policial do que por homicídios de outras naturezas, e uma ideia primitiva, que representa os brancos como “seres superiores”.
Um estudo realizado pela UFSCar revela que, em São Paulo, apesar do número de negros ser menor que o número de brancos, 61% das vítimas de morte por policiais eram negras, e 57%, tinham menos de 24 anos quando foram mortas. Em jovens de 15 e 19 anos, duas a cada três pessoas mortas pela PM são negras. Em consequência, temos famílias sentidas pela perda de seus entes e uma população cada vez mais desconfiada e com medo de policias.
Muitas medidas devem ser tomadas, diante desse cenário, mas a principal é o respeito. A proposta feita por um projeito de lei, sobre a violência do estado contra crianças e jovens, apresenta a criação de planos de redução de riscos e violação de direitos humanos durante as operações policiais nas comunidades, notificação automática para o Ministério Público nos casos de homicídios suspeitos envolvendo policiais e outros. É necessário o apoio a iniciativas como essa e esperar por um mundo justo e melhor.