Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 20/08/2020
No filme “O ódio que você semeia”, a adolescente Starr Carter presencia o assassinato do seu melhor amigo negro, por um policial branco, após uma abordagem equivocada. De maneira análoga, homens negros, especialmente jovens, são as principais vítimas da violência policial. Portanto, deve-se debater acerca desse tipo de violência, e o racismo estrutural presente nela.
A priori, é fundamental relembrar uma das vítimas entre milhares da violência policial. O menino João Pedro, de 14 anos, foi assassinado em maio após ter sua casa alvejada por 72 tiros de fuzil disparados por policiais. Segundo Jacqueline Sinhoretto, pesquisadora, o racismo institucional é algo presente dentro das corporações. As formas de abordagens entre lugares nobres, como o bairro Jardins em São Paulo, e lugares precários, como as periferias também de São Paulo, são diferentes. Desse modo, pode-se refletir que o trabalho policial protege alguns, privilegiados, e reprime outros, sobretudo negros e pobres.
Ademais, a problemática da violência policial contra negros não se restringe apenas no Brasil. Segundo uma pesquisa realizada pela organização Mapping Police Violence, em 2017, os negros totalizaram 26% dos mortos por policiais nos Estados Unidos, por mais que representem apenas 13% da população. Além disso, vale recordar que o racismo nos Estados Unidos tem sido um grande problema desde a época colonial do país. Assim, séculos se passaram, mas os resquícios do racismo ainda estão presentes em todas as partes do mundo.
Entende-se, portanto, que ações devem ser tomadas afim de resolver tal problemática. Dessarte, cabe ao Ministério da Justiça em conjunto com as Delegacias estaduais e municipais, elaborar, por meio de reuniões, um melhor preparo para os policiais, com foco em áreas precárias, na qual a população é majoritariamente negra e pobre. Assim, o objetivo seria melhorar a atuação em campo, e garantir uma sensação de segurança para essa parcela da população, eliminando a atual sensação de medo.