Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 21/08/2020
Mesmo após mais de 100 anos da abolição da escravatura no Brasil e no mundo, o racismo ainda é, infelizmente, bem explícito em diversos contextos atualmente. Um deles a se destacar é a violência policial contra negros. Dados divulgados pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública no Anuário da Violência de 2019 mostram que, nesse mesmo ano, 75,4% das vítimas de policiais brasileiros eram negros. Ainda segundo o estudo, jovens negros têm mais de 140% de chance de serem vítimas de homicídio.
A priori, é preciso citar as origens desta violência que se perpetua até os dias atuais. No Brasil e no mundo, períodos escravocratas foram os responsáveis por difundir ideais racistas, e mesmo com o abolimento dos mesmos, houve a falta de uma política que visasse integrar o negro na sociedade. Aliado à isso, no Brasil, houveram também imigrações de populações europeias para trabalharem nas fazendas de café brasileiras, com a finalidade de embranquecer a população, contribuindo assim para o crescimento desse preconceito.
A consequência desses acontecimentos, quando se fala em violência policial contra negros, é um alto índice desses casos atualmente, como o caso de George Floyd, um norte-americano que foi morto por um policial branco que ficou com o joelho em seu pescoço. Com o caso, um movimento chamado Black Lives Matter (Vidas Negras Importam) ganhou força em todo o mundo, com diversos protestos contra a discriminação racial e a violência policial contra negros.
Portanto, é notável a necessidade de se fazer ações com a Polícia que visem uma reeducação acerca do racismo, tão estruturado em nossa sociedade. Entre essas ações, palestras e conversas sobre essa pauta e sobre movimentos como Black Lives Matter. Essas palestras podem ser feitas com a presença da própria população -que sofre na pele as ações da polícia- e com a presença de líderes de movimentos que lutem por essa finalidade, visando uma reeducação tanto da polícia quanto da população.