Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 20/08/2020
Segundo a filósofa brasileira Marilena Chauí, a democracia deve ser um sistema igualitário para todos, sem ações que prejudiquem um grupo em prol do outro. No entanto, esse sistema é dificilmente efetivo no que tange à população negra, visto que juntamente com a população pobre, tem sofrido exclusão, preconceito e racismo por parte de policiais, órgão este responsável por garantir a segurança e preservar a ordem publica, assim como a igualdade e direito de todos.
A priori, vale ressaltar que segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), 75% das vítimas brasileiras por policiais eram negros. Sendo assim, a polícia que em tese deveria reduzir a violência na sociedade, tem se aproveitado para praticá-la contra indivíduos que de acordo eles, são desfavorecidos de privilégios como raça e classe social. Nesse sentido, policiais tem-se aproveitado do seu treinamento físico e porte de armas, fazendo-o jus e se esquecendo de questões humanitárias, de vidas que não podem ser rotuladas por apenas um tom de pele ou pelo local em que vivem.
A posteriori, nos Estados Unidos, um policial foi filmado matando um homem negro por asfixia e tal caso gerou uma onda de protestos e manifestações que se espalharam por todo o mundo. Dessa forma, foi despertado não só a investigações como também o ressurgimento de inúmeros casos similares, vindo à tona a real atuação de alguns policiais e a associação que normalmente fazem entre as características físicas com as de um infrator.
Diante da situação, de acordo a violência policial contra negros, faz-se necessário que o Estado implemente treinamentos humanizados com campanhas e palestras sobre a importância da maneira com que se atua. Neste viés, é interessante o destaque da abordagem sem o uso de violência e cartela ao se direcionar a negros e pobres. Dessa maneira, será evitado não só a problemas e julgamentos como também fará com que seja justo e igualitário para todos.