Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 20/08/2020
No longa “O ódio que você semeia”, o negro Khaill Harris é assassinado por um policial branco. Sem motivo, o guarda para o carro em que estava ele e a sua amiga e, ao ver o rapaz alcançando algo, atira no mesmo e o mata, no entanto, não era nada além de uma escova. Nesse sentido, o estereótipo da mídia e o abuso de poder policial, têm causado pavor na sociedade. Segundo o site carta capital, em 2018, o número de mortes cometidas por policiais na ativa no Brasil foi de 6.160, contra 992 nos EUA. Para Florestan Fernandes a abolição da escravidão foi uma espécie de revolução branca, pois ao invés dela reintegrar o negro na sociedade, ela serviu para a exclusão dos mesmos deixando os então a mercê dos donos de engenho não tendo onde trabalhar e nem o que comer. O racismo está instaurado na sociedade desde os primórdios da escravidão, onde os eles foram submetidos a diversas situações que vão contra os Direitos Humanos. Observando a quantidade de casos existentes de negros desarmados que são mortos por policiais brancos sem uma justificativa plausível, é visível que há problema socioeconômico relacionado a esse racismo institucional, sabemos então que a razão disso tudo é dada por raízes históricas onde os mesmos foram sempre marginalizados e visto inconscientemente de forma distorcida baseada apenas na sua origem escrava. Além dessa construção social extremamente negativa que existe em cima dos mesmos, é de conhecimento público que países como o Brasil e EUA são sim países racistas. Apesar da escravidão ter sido abolida em 1888, ainda existe a imposição de diferenças entre ser branco ou negro, tendo então bastante incidência de crimes por parte dos policiais aos civis de pele escura. Os mesmos, devem assimilar que não há irregularidade alguma em nascer negro, assim sendo, é importante lidar com todos de forma indiferente. De acordo com os direitos humanos, todos devem possuir uma vida totalmente igualitária às outras sem exceções, no entanto, não vai ser simplesmente uma cor que irá mudar esse lema. Segundo Florestan Fernandes, um sociólogo brasileiro, a violência contra o negro se eternizou até num pós abolição pois a maquina econômica capitalista fez com que o negro fosse excluído e consequentemente a violação dos seus direitos se perpetuaram.
Tendo em vista os aspectos observados, é imprescindível que medidas são necessárias para resolver o impasse. Em parceria com as escolas, o MEC deverá auxiliar as crianças e adolescentes por meio de palestras e ensiná-los que ações de cunho racistas são inadmissíveis e que existem consequências perante a lei para as mesmas, deve se também ensinar para crianças negras que ao sofrerem com tais com ações, deve imediatamente procurar algum responsavel como professores e ou pais que possam auxiliá-lo na denúncia de tais ações que podem resultar até mesmo a prisões ou indenizações morais. Deve-se também existir, por iniciativa dos prefeitos, de conscientização pelos municípios para que, não só os jovens, mas os adultos também tenham noção de tal situação.propagandas de