Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Enviada em 23/08/2020

De acordo com o líder espiritual do budismo Dalai Lama, violência não é sinal de força, mas sim de desespero e fraqueza. Neste sentido, a violência policial contra negros no Brasil e no mundo, ao contrário do que muitos pensam, não é um sinal de autoridade apenas, mas também de um receio para com o poder da população negra. A população negra é a maioria no Brasil, mas mesmo assim são desvalorizadas, seja pelo racismo enraizado na sociedade, seja pelo descaso do governo com essas vidas.

Em primeiro lugar, urge analisar o racismo enraizado na sociedade como agravante para tal problemática. De acordo com a escritora brasileira Djamila Ribeiro, em seu livro “pequeno manual antirracista”, há um questionamento se a escravidão acabou mesmo, mas não se pode afirmar que sim em um país que a cada 23 minutos, um negro é morto, como ela mesma cita. Observa-se como os negros, mesmo sendo a maioria são desvalorizados e mesmo que algumas pessoas afirmem não ser racistas, sempre há algum pensamento ou fala que mostram que é racista sim, apenas não percebe.

Em segundo lugar, analisa-se também o descaso do governo com as vidas negras. De acordo com um artigo da BBC, houve uma mudança de lei que da “carta branca” para policiais agredirem na periferia. Essa mudança na lei (4898/1965), do período da ditadura militar enfatiza como a população negra e pobre não tem valor para os governantes. Como o que aconteceu com George Floyd nos Estados Unidos, um homem negro que foi enforcado até a morte por um policial branco. O ocorrido comoveu todo o país e até em outros locais, mas continuam acontecendo, pois ainda há leis que deixam muitas ações como esta, mas que não vão à mídia, impunes.

Tendo em vista os argumentos citados acima, sobre a violência policial contra negros no Brasil e no mundo, analisa-se a grande importância de discussão sobre o assunto para que haja maior conhecimento sobre o que realmente é o racismo na sociedade. Cabe ao Ministério da educação juntamente com a mídia, principal veiculo de informações e formador de opinião, promover discussões e propagandas, por meio das mídias sociais, com a finalidade de gerar consentimento sobre ações racistas que se tornaram banais.