Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Enviada em 27/08/2020

A Declaração Universal dos Direitos Humanos promulgada pelas Nações Unidas em 1948, em síntese declara que todo ser humano tem direito a vida e proteção independente de sua cor. Porém, o anuário Brasileiro de Segurança Pública, apresenta o contrário. Das pessoas que morrem em intervenções policiais violentas, 76% são negras. Isso mostra que ainda hoje, após 132 anos da abolição da escravatura, o Brasil precisa criar intervenções quanto ao racismo negro.

Um dos motivos de violência policial contra negros foi apontado pelo ex-chefe de policia do RJ, Hélio Luz. Ele afirma que a polícia foi criada para proteger a elite e seu patrimônio, persistindo assim até os dias atuais. Na época colonial a elite era branca e europeia, ficando o estigma do negro marginalizado. Sendo necessária a mudança na política de segurança pública do Estado, devendo ser o treinamento e foco desses policiais, o cidadão, independente de cor ou classe social.

Somado a esse histórico colonial, esse negro que morre na periferia é visto com pouca relevância aos olhos da sociedade conforme os estudos do filosofo Fanon sobre necropolítica. É preciso assim realizar políticas sociais para diminuir a desigualdade entre brancos e negros e mudar a forma com que esse negro é representado e visto pela sociedade. Essas intervenções podem ser por meio de cotas estudantis, cotas em bancadas politicas e representatividade nas diversas mídias.

Portanto, cabe ao Estado, determinar a mudança do escopo de segurança pública e treinamento dos policiais. Bem como o Ministério da Cidadania realizar políticas públicas para diminuição da desigualdade entre negros e brancos em diferentes esferas sociais.