Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 26/08/2020
O livro Leviatã de Thomas Hobbes, filósofo inglês, destaca-se a frase “O homem é o lobo do homem”, para ele o ser humano é o pior inimigo dele mesmo. Paralelamente, apesar do Brasil ser um país laico e democrático, muitas vezes, a população negra - que é a maioria no país - sofre com o preconceito e a violência policial. Nessa perspectiva, deve-se avaliar a cultura discriminatória ainda vigente e, também, a falta de instrução educacional sobre o assunto.
A princípio, a função estrutural de uma sociedade é garantir a igualdade e a propagação da liberdade individual e social dos cidadãos. Nesse viés, o filme “Green Book: O Guia”, retrata a vida do Dr. Don Shirley, um pianista negro, no qual em uma de suas turnês musicais é agredido pela polícia, simplesmente, por está em um banheiro com uma pessoa branca. Analogamente, percebe-se que ainda existe uma cultura preconceituosa, nos dias atuais, pois a estereotipação das pessoas negras pelos policiais condicionam, muitas vezes, em ações agressivas e violentas.
Além disso, atrelado aos costumes discriminatórios, a inexistência da educação como fator de mudança implica na permanência do preconceito. Ainda sob esse ângulo, conforme o filósofo Immanuel Kant, o homem é aquilo que a educação faz dele. Seguindo esse raciocínio, a pouca interação dos jovens e adolescentes, que serão os futuros policiais e cidadãos, com o assunto violência contra os negros, reflete na constante ocorrência de agressões sobre essas pessoas no Brasil e no mundo.
É evidente, portanto, que medidas sejam adotadas para resolver a problemática. Destarte, é dever do (MEC) Ministério da Educação, por meio de verbas governamentais, criar campanhas midiáticas nos meios de comunicações sociais, por exemplo, nas redes sociais, televisivas e radiofônicas. Sendo assim, com o objetivo de instruir a sociedade brasileira e mundial do preconceito formado pela sociedade e policiais sobre os negros, na qual geram a violência e a desigualdade e, assim, produzir uma população crítica e igualitária para todos.