Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 02/09/2020
“Tem algum dermatologista aí pra me explicar por que a pele negra é pele morta?” - trecho retirado da música “Obstinado”, do cantor Djonga. Uma frase marcante que trás o questionamento sobre o elevado número de mortes de jovens negros inocentes. No qual perdem oportunidades de viver, em decorrência da desigualdade racial ocasionada pela violência policial contra negros.
Em 2015, cinco jovens, negros, moradores do Complexo da Pedreira no Rio de Janeiro, saíram para comemorar o primeiro salário de um deles, e acabaram vítimas desta cruel violência. Os registros de mortes por intervenções policiais apresentam que 77,4% eram de pessoas negras, sendo a maioria jovens com idade entre 15 à 29 anos. Dados lamentáveis que comprovam a crueldade provocada pelo sistema racista no qual impede que tenhamos uma igualdade de oportunidades.
O racismo estrutural que julga a população negra como inferior, carrega até hoje a idealização de que a pele preta é a pele do crime. Esta marginalização da população negra é um dos fatores que mostra o quanto a nossa sociedade é racista. A imagem do negro perpetua causando medo. Entretanto, estas pessoas acabam sendo impedidas de viver em um ambiente tranquilo e com uma educação adequada.
Cabe ao Ministério da Justiça e a Segurança Pública que criem projetos e treinamentos para que haja uma diminuição desta alarmante violência, aumentando também a pena para aqueles que cometem homicídios contra jovens negros inocentes. Cabe a população lutar pelo direito de igualdade entre brancos e negros, para que estes possam viver tranquilamente e tenham as mesmas oportunidades na sociedade.