Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 26/08/2020
Com a promulgação da Lei Áurea que proibia a escravidão no Brasil, em 1888, esperava-se que a situação do negro no melhorasse. Entretanto, estigmas persistem na sociedade, na qual o afro-brasileiro sofre, além de problemas sócio-econômicos, violência policial. Ademais, a constante aparição deste fez com que tal ato se tornasse banal.
Em primeiro lugar, nota-se que o pensamento do filósofo George Santayana faz-se presente. Segundo ele: “Aqueles que não conseguem lembrar do passado estão condenados a repeti-lo”. Assim, é visível que grande parte da população brasileira vai contra seu pressuposto, uma vez que o negro é visto como inferior. Dessa forma, constitui-se o chamado “racismo estrutural”, no qual os policiais, usando o mesmo como desculpa, agem de forma violenta contra os negros, pois são sempre vistos com maus olhos pela sociedade, que o condena sem nem mesmo o conhecer.
Por conseguinte, o constante aumento de casos de violência policial contra negros faz com que tal ato torne-se banal. Como dito por Hannah Arendt, quando algo é visto como rotineiro e normal, entra na questão da banalidade, ou seja, aquilo que é errado torna-se comum. Sendo assim, a população, por estar acostumada com tal brutalidade, ignora sua existência, possibilitando que o mesmo cresça. Além disso, segundo a ONU, a letalidade policial tornou-se umas das principais causas de morte dos afro-brasileiros, dos quais a cada 23 minutos, um é morto.
Portanto, é evidente que o policiamento no Brasil é feito de forma preconceituosa e parcial. Assim, cabe ao Ministério da Educação executar uma política de reeducação policial, visando à abstração de pensamentos racistas, fazendo com os mesmo ajam, perante a lei, de forma neutra. Dessa forma, o direito fundamental à segurança, garantido pela Constituição Federal de 1988, será mantido da mesma forma para todos.