Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Enviada em 03/09/2020

A brutalidade do uso excessivo da força policial contra negros é corriqueira em todo o mundo. Diante da população carcerária, é evidente um padrão racial para os prisioneiros, em sua maioria de cor negra e cabe destacar que o contexto histórico influencia nesse tipo de política de segregação.

Observa-se que a violência policial contra negros é extremamente preconceituosa e agressiva. Entre janeiro e julho de 2019, só a polícia do Rio matou 1.075 pessoas, 80% delas negras. Total é o dobro das vítimas em todo os EUA no mesmo período. O caso mais recente que abriu uma onda de manifestações nas ruas dos Estados Unidos e também pela internet, foi o caso George Floyd que foi morto asfixiado por um policial branco. Os dados mostram que o preconceito no meio policial é extremamente vigente e infelizmente vem aumentando.

Os EUA e o Brasil, em sua história, enfrentaram períodos escravocratas, onde negros, além de escravizados, sofriam diversos tipos de violência física e psicológica. Nos Estados Unidos, a maioria da população é de cor branca, o que faz os negros serem minoria. No Brasil, ocorre o oposto, a maioria das pessoas tem cor negra e parda, mas colocam os negros em posição de minoria em quesitos sociais e históricos. Os ordenamentos jurídicos de ambos os países trouxeram políticas de segregação, mesmo após o período de escravidão, o que pode explicar o contexto da violência policial nos dias atuais.

Diante desse fator, revela que o preconceito é movido pelo contexto histórico que ainda reina em todo mundo. É função do governo e estado fazer algo para reverter esse problema e para isso é necessário que haja um treinamento policial, afim de ensinar ética e técnicas menos agressivas com objetivo de diminuir preconceito racial no trabalho policial para que nenhuma vida inocente seja tirada mais.