Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Enviada em 09/09/2020

Vidas negras importam

Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos, garante a todos os indivíduos direito a segurança, saúde e ao bem-estar social. Porém, o preconceito vivenciado pela sociedade preta impede que, os mesmos, possam usufruir desse direito universal, na prática. Portanto, medidas devem ser tomadas para que esse problema que tem como causas, não só a insuficiência legislativa, como também a discriminação, sejam resolvidos para proporcionar uma melhor qualidade de vida a todos.

O filosofo John Locke defendeu que “As leis fizeram-se para os homens, não para as leis”. Ou seja, ao ser criada uma lei, é preciso que ela seja planejada para melhorar a vida das pessoas em sua aplicação. Entretanto, na questão do preconceito vivenciado pela sociedade preta, as leis não são suficientes para que tais atos sejam repudiados pela sociedade como um todo.

Além disso, São Tomé de Aquino assumiu que “todas as pessoas devem ser tratadas da mesma maneira”. Porém a realidade de discriminação constante vivida pela sociedade preta não só no Brasil, como no mundo, vai contra o que defendia o filósofo, e o contrate disso é claramente visto no fato de que, em um período de 10 anos, mais de 70% dos homicídios cometidos no Brasil terem sido contra afro-brasileiros, segundo uma declaração da ONU.

Como solução, é preciso que a escola, em parceria com a prefeitura, promovam um espaço para rodas de debate, sobre a realidade da sociedade negra e o preconceito vivido por ela, no ambiente escolar. Tais eventos podem ocorrer no período extraclasse com a presença de professores e profissionais no assunto. Além disso, tais eventos não devem se limitar apenas para os alunos, mas sim serem abertos a comunidade, a fim de proporcionar uma rede maior de conhecimento e compreensão das questões relacionadas a esse assunto.