Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Enviada em 01/09/2020

A Constituição Federal de 1988 afirma que todos os indivíduos são iguais perante a lei em direitos e deveres. No entanto, a histórica truculência policial voltada à população negra no mundo e, consequentemente, no Brasil contraria o referido princípio. Nessa perspectiva, eventos recentes trouxeram a tona a discussão sobre a violência policial contra os negros, tornando-se um dos grandes desafios rumo a igualdade e garantia ao bem estar social desses indivíduos

. Em primeiro lugar, é imperioso salientar que a desigualdade racial presente na aldeia global, principalmente no Brasil, é um dos grandes fatores para brutalidade policial contra os negros. Nesse sentido, de acordo com o antropólogo Kabengele Munanga, a construção histórica de um esteriótipo racializado que configura o “Criminoso’’ foi difundida como ações de combate ao crime e não como política pública altamente racializada. Além disso, dados do Observatório de segurança afirmam que 75% dos mortos pela polícia são negros, evidenciando, assim, um problema de ordem histórica e persistente no cerne brasileiro e mundial.

Sob esse viés, casos ocorridos no cenário hodierno colocaram em xeque a truculência policial sob a população negra. Nesse contexto, a morte de George Floyd, homem negro que foi sufocado por um policial branco, reacendeu o sentimento alimentado por séculos de injustiça e violência contra os negros nos EUA. Assim, torna-se cristalino que a violência policial contra esses indivíduos agem de modo classicista, reproduzindo a desigualdade racial historicamente existente.

Dessa forma, medidas compartilhadas entre Poder Público e Sociedade Civil são necessárias para se combater esse estigma social. Nessa máxima, cabe ao Ministério da Justiça fomentar leis que possam de fato assegurar o exercício e tratamento igualitário da polícia a todos indivíduos. Isso se dará através de uma maior fiscalização desses órgãos, atenuando, assim, a violência policial sob a população negra. Ademais, a mídia deve criar propagandas voltadas para mobilização de pautas importantes levantas pelo movimento negro, divulgando a importância desses movimentos e a sua mobilização. Feito isso, a igualdade poderá ser, de fato, uma realidade.