Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 12/09/2020
Fatos históricos demonstram que o preconceito quanto à cor da pele tem motivado grandes conflitos pelo mundo. O Apartheid, por exemplo, foi um regime de segregação racial implantado na África do Sul, em 1948, com o intuito de separar a sociedade em grupos raciais. Nesse mesmo contexto, observa-se que na sociedade hodierna, a atuação policial tem se destacado negativamente ao evidenciar tratamento diferenciado entre as raças de pretos e brancos.
As polícias são os instrumentos do Estado designados para garantir a segurança pública. Ocorre que, não raramente e majoritariamente envolvendo pessoas negras, as mídias de comunicação “estampam” nas suas matérias situações em que a polícia deixa de cumprir seu papel de segurança e passa a ser vista como ameaça, a exemplo do caso do estadunidense George Floyd, homem negro sufocado até a morte, injustamente, em 2020, por policiais brancos de seu país.
Além disso, ressalta-se que apesar de existirem casos de grande repercussão, a preocupação deve estar centrada nos eventos não filmados e longe das testemunhas, pois é quando, normalmente, ocorrem atos de abuso de autoridade, com violência demasiada. Desse modo, conquanto a Declaração Universal dos Direitos Humanos preceitue que “Todos os seres humanos são livres e iguais em dignidade e direitos”, a realidade cotidiana retrata comumente a não observância do dispositivo por policiais, o que pode ser verificado ao se analisar os números de mortes pela polícia entre 2017 e 2018, em que 75% eram negros, conforme o Anuário da Violência.
Fica claro, portanto, que tal problemática deve ser combatida de forma urgente. Sendo assim, governo e sociedade devem empreender esforços para promover a conscientização dos policiais para uma atuação mais uniforme e que respeite os direitos humanos, com a utilização das mídias digitais em conjunto com o desenvolvimento de um programa de constante reciclagem para os policiais, na corporação. Com essas ações, será possível garantir um melhor desempenho da honrada função policial.