Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 01/09/2020
Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à segurança e ao bem-estar social. No entanto, na prática, tal garantia é violada, visto que negros são, frequentemente, vítimas de abordagens policiais abusivas na sociedade contemporânea. Nessa perspectiva, o racismo intrínseco nas instituições sociais e a omissão do Estado, corroboram a perpetuar esse cenário segregacionista e caótico.
Ora de forma velada, ora de forma explícita, os estados nacionais continuam a reproduzir seus respectivos passados escravocratas. Nesse sentido, segundo o escritor Darcy Ribeiro, o Brasil, último país a acabar com a escravidão, tem uma perversidade intrínseca na sua herança. Diante disso, infelizmente, nota-se a legitimidade perante aos governantes que organizações sociais possuem de coagir pessoas negras nos mais diversos âmbitos do cotidiano.
Sob esse viés, é imprescindível salientar a ausência de intervenções estatais contra essas abordagens, como potencializador dessa violência. Acerca disso, uma onda de protestos antirracistas, sobretudo nos Estados Unidos, chamado de Vidas Negras Importam, denunciam a omissão do Estado frente aos assassinatos contra esse grupo étnico por parte de militares. Dessa forma, assim como afirmou Luther King, a injustiça em qualquer lugar, ameaça a justiça de todos os lugares.
Infere-se, portanto, que medidas precisam ser tomadas. Cabe, então ao Poder Público, por intermédio de diretrizes orçamentárias, assegurar que policiais com condutas abusivas contra esse grupo racial sejam devidamente punidos, assim como vítimas devem ter seus direitos respaldados. Ademais, é preciso que veículos midiáticos, por meio de informativos em redes sociais, dêem voz às pessoas negras, para denunciar casos de racismo por parte de corporações militares. Desse modo, será possível avançar democraticamente como nação antirracista.