Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Enviada em 04/09/2020

Promulgada pela Organização das Nações Unidas (ONU),em 1948, a declaração dos Direitos Humanos assegura a todos os indivíduos, o direito de serem livres, serem tratados com dignidade e terem direitos iguais. Todavia, ao relacionar os direitos humanos com a violência policial contra negros no Brasil e no mundo, verifica-se que o direito à igualdade é deficitária. Nesse âmbito, para que seja alcançada uma sociedade integrada, faz-se necessário não só repudiar o racismo estrutural como também a violência policial contra os negros.

É importante salientar, de início, que a educação é o fator essencial no desenvolvimento de um país. Nessa perspectiva, segundo estimativas do Produto Interno Bruto (PIB), o Brasil ocupa a nona posição na economia mundial, logo, seria racional acreditar que o direito á igualdade racial fosse eficiente. Contudo, a realidade é justamente o oposto e o resultado desse contraste é claramente refletido na concentração de violência policial contra as pessoas negras, uma vez que segundo a professora Yanilda Maria Gonzáles, os índices de letalidade policial contra afro-descendentes  corresponde a 75% no Brasil e 13% no Estado Unidos. Diante do exposto, torna-se necessário combater o racismo enraizado, a fim de diminuir a violência contra a população negra.

Convém ressaltar, ainda, que segundo o sociólogo polonês Zygmunt Bauman, a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas é a característica da “modernidade líquida”, vivida no século XXI. Diante de tal contexto, às relações humanas são mais frágeis, fugazes e pouco duradouras, com isso, as pessoas e as instituições  são prejudicadas. Dessa forma, as desigualdades raciais entre as vítimas de violência policial são condicionadas pelas desigualdades sociais, as quais introduzem a ideia de que a polícia não deveria tratar todos os cidadãos com igualdade. Prova disso, segundo a Yanilda, é um vídeo de um médico branco que foi preso na Flórida e disse aos policiais “você está me tratando como negro”, logo, torna-se fundamental ampliar a igualdade racial para poder promover outras mudanças  estruturais.

Infere-se, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem a construção de uma sociedade melhor. Dessa maneira, é inadiável que o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos combata as carências desse setor, por meio não só de projetos que intensifique o combate ao racismo estrutural como também que possa estimular a concretização dos direitos à igualdade, a fim de melhorar a vida da população afro-descendentes. Desse modo, a sociedade será capaz de promover a igualdade de direitos e a cidadania.