Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 11/09/2020
O mundo é historicamente racista e preconceituoso. Essa constatação é comprovada por meio de inúmeros casos de violência policial contra negros no Brasil e em todo o planeta. Nesse contexto, as mortes conhecidas pela mídia de jovens como “João Pedro”, no Rio de Janeiro, e “George Floyd”, nos Estados Unidos, desvelam um nefasto problema enfrentado pela humanidade. Com base nisso, é preciso que estratégias sejam aplicadas para modificar essa situação, que possui como causas: o legado histórico e a lenta mudança na mentalidade social.
Convém ressaltar, a princípio, que o racismo enraizado na sociedade é determinante para a persistência da problemática. Nesse viés, é certo que países alicerçados no trabalho escravo de pessoas negras possuem imensurável dívida histórica para com essa população. No mundo contemporâneo, apesar da criminalização da escravidão, ainda há grande abismo entre negros e as demais parcelas da sociedade, o que se reflete na violência deflagrada pela polícia que julga, condena e executa cidadãos de cor específica. Sob essa ótica, é preciso políticas públicas efetivas de inclusão social.
Ademais, o treinamento profissional, sobretudo de instituições de segurança, deve ser livre de preconceitos e baseado em critérios técnicos, éticos e morais. Nesse sentido, segundo Émile Durkheim, sociólogo francês, o fato social é a maneira coletiva de pensar. Logo, é possível perceber que a agressão realizada por agentes é intrínseca ao pensamento coletivo pautado em ideias racistas. Posto isso, são necessárias mudanças na mentalidade comunitária de modo a alterar a forma de atuação não só de guardas, como também de todos os indivíduos.
Dessa maneira, conforme o exposto, cabe ao Ministério da Justiça, por meio das filiações com as forças policias, estabelecer protocolos de ação e oferecer treinamento aos agentes com base na segurança de pessoas, para que haja a defesa da ordem e da igualdade social. Outrossim, compete aos cidadãos ficarem atentos a essa questão para cobrar e pressionar as autoridades frente às injustiças cometidas. Assim, vidas como a do menino “João Pedro” não serão abreviadas.