Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 07/09/2020
Com o avanço dos meios técnicos e informacionais, a notícia chega mais rápido dentro das casas. Sendo assim, percebe-se que há grandes transformações ao redor do mundo, cercadas por demandas sociais e culturais. Embora a sociedade ainda vivencie problemas, como, racismo, homofobia e machismo, existem grupos que buscam trazer o empoderamento histórico-cultural à população. Nesse contexto a população brasileira ainda se depara com a violência policial voltada ao negro, esse processo, geralmente, é ocorrido pelo despreparo do policial e pela institucionalização cultural do racismo na sociedade brasileira. Sendo assim, é imprescindível que o governo brasileiro, em especial, os Ministérios da Cultura e da Justiça e Segurança Pública tomem providências para minimizar tais ocorrências diárias.
Diante deste cenário, percebe-se o quão fragilizado é a guarda armada brasileira em relação as suas abordagens nas periferias. Com isso, um estudo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no ano de 2019 observou um aumento de 70% dos homicídios policiais no Brasil. Desse percentual, 45% era negro e mais de 60% não tinha envolvimento com tráfico ou antecedentes criminais. Ou seja, a abordagem policial apresentou um aumento no seu despreparo para agir sob pressão em uma operação militar.
Além disso, ainda há o racismo institucionalizado deixado pela história de 500 anos de escravidão no Brasil, que pode ser refletida no filme “Django Livre” em que um negro alcança sua carta de alforria, entretanto, continua sofrendo violência racial por parte dos senhores de engenho. Esse cenário pode ser relacionado a realidade do negro no Brasil que sofre com a violência constantemente, apesar da busca incessante por melhorias de condições de vida. Ou seja, o negro pode continuar buscando condições de vida, mas a violência sofrida esta extrínseca a seu papel em sociedade. Uma vez que está relacionada a uma construção história deixada como resquício à população moderna.
Portanto, é dever do Ministério da Justiça e Segurança Pública implementar novos modelos de treinamento aos seus profissionais. Por intermédio de aulas teóricas pautadas em exemplos da rotina militar, aulas práticas que envolvam ações do cotidiano policial e técnicas de reciclagem aos profissionais atuantes. Com o propósito de qualificar o novo policial e melhorar a qualidade do serviço do policial em serviço. A fim de diminuir a incidência de erros policiais. Somado a isso, é fundamental o auxílio do Ministério da Cultura na disseminação de propagandas e campanhas que orientem a população e a guarda armada brasileira. Com o intuito de trabalhar o racismo e suas implicações no âmbito social, cultural e profissional. Para que os casos vivenciados no filme “Django Livre” sejam menos noticiados nos meios técnicos informacionais.