Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Enviada em 10/09/2020

Na Declaração dos Direitos do Cidadão, o Estado deve assegurar perante a lei, o acesso à educação, à saúde, à segurança, entre outros, para os indivíduos presentes em sociedade. Paradoxalmente, ocorre o inverso do citado, as autoridades públicas não possuem um planejamento político para salientar tais propostas, que acarretam na presença das elevadas ocorrências de racismo policial no Brasil.

Em primeira instância, a falta de investimentos governamentais nas corporações de segurança pública acarreta nos atos ilegais dos indivíduos destas corporações, como o caso noticiado pelo Jornal Nacional, em que policiais militares atiraram contra um carro que continha uma família de músicos voltando de um trabalho no município do Rio de Janeiro. Por conseguinte, os policiais não possuem um treinamento adequado e uma fiscalização efetiva das agências reguladoras para melhorar o desempenho na segurança social.

Em segunda análise, o preconceito e a desigualdade social impulsionam a violência policial contra os negros no Brasil. Nessa perspectiva, a falta de políticas de inclusão para negros nos diversos setores sociais acarreta na exclusão, como as dificuldades para encontrar um emprego, para entrar em boas escolas, entre outros. Assim, grande parte da população por não possuir estabilidade financeira, recorre à criminalidade e resulta no racismo estrutural presente na sociedade brasileira.

Portanto, é mister a implementação de investimentos nas academias de treinamento das corporações de segurança pública e na criação de campanhas educativas em escolas e em outdoors sobre o respeito étnico, através, respectivamente, dos  Ministérios da Segurança e da Cidadania, para sanar o índice de preconceito das ações policiais e da exclusão social. Logo, a educação é a base para se atingir o ápice econômico e a moral social, segundo o pensamento do educador Paulo Freire.