Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 07/12/2020
Na série “Os Olhos que Condenam”, de 2019, é retratada uma história real de quatro adolescentes negros que foram acusados por estupro e condenados injustamente, apenas por conta da cor de suas peles. Analogamente, a violência policial contra negros no Brasil e no mundo é algo extremamente recorrente na contemporaneidade, sendo um grande empecilho presente na sociedade. Assim, vê-se que a problemática supracitada é resultado de uma nefasta herança histórica de racismo e da falta de punição aos agressores.
A princípio, cabe ressaltar que além da difícil vida que a população afrodescendente viveu durante o período da escravidão, após isso também sofreram inúmeros atos desumanos, como o Apartheid, ou segregação racial, que ocorreu em diversos lugares do mundo. Tais acontecimentos podem ser vistos no filme “Estrelas Além do Tempo”, o qual mostra o cotidiano de pessoas negras durante aquela época em que até mesmo os banheiros eram separados por cor. Nessa perspectiva, as atuais ações racistas existentes possuem forte ligação com o legado histórico preconceituoso perpetuado. Logo, é evidente que a história não deve ser usada a fim de reprimir ainda mais certos grupos, e sim usá-la como aprendizado para que tudo aquilo não se repita.
Outrossim, com as poucas repressões aos atos violentos das autoridades contra a população negra, o problema tende a ser contínuo. Em conformidade com as agressões e assassinatos de pessoas negras vivenciados atualmente, a exemplo disso o caso de George Floyd dos Estados Unidos, que gerou as manifestações “Black Lives Matter” (Vidas Pretas Importam), ou o caso de João Alberto, homem negro morto por seguranças em um mercado no Brasil, nota-se que a violència tende a continuar, já que os assassinos não são punidos. Dessa forma, é necessário levar em conta que a impunidade abre espaço para que esses policiais se sintam livres para permanecer agindo com racismo e autoritarismo.
Portanto, para solucionar a problemática, o Ministério da Educação deve modificar a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), colocando aulas específicas sobre a história e a importância da cultura dos afrodescendentes. Além disso, o Estado, por intermédio de investigações, deve identificar especificamente todos os atos ligados ao racismo vindos dos próprios policiais. Para isso, é necessário que se crie um projeto de pesquisas aprofundadas em cada região do Brasil, investigando detalhadamente e punindo - da maneira imposta pela lei -, todos os infratores. Espera-se, com isso, que a impunidade não prevaleça no país e que menos casos de racismo ocorram.