Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Enviada em 14/09/2020

A ética das etnias

Por séculos, a elite apresentou o branco europeu como o centro do mundo, criando a ideia de “superioridade racial”, através da opressão de diversas culturas. Desse modo, a miscigenação foi adjacente ao preconceito étnico e as desigualdades sociais originaram a marginalização do individuo. Concernente á isto, os governos utilizam de violência, onde o abuso de autoridade é manifestado pelos policias por meio de atos genocidas.

Apesar da mobilização de ativistas como Martin Luther King, os quais clamam por uma sociedade justa, tais acontecimentos parecem não alterar o panorama violento e o mundo continua sendo estruturalmente racista. Contudo, os casos de racismo e agressão por parte da polícia receberam ampla atenção do coletivo após o caso de George Floyd, um cidadão afro-americano que, após ter sua morte divulgada em imagens chocantes, demonstrou a realidade vivenciada pelos negros e trouxe maior visibilidade à movimentos como o “Black Lives Matter” (Vidas Negras Importam).

No Brasil, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), cerca de 75% das vitimas de violência letal são negros. Esse fato está enraizado na história do país que tem bases na escravatura, consolidando-se majoritariamente negro e carregado de manifestações preconceituosas, contrariando a democracia e os valores éticos de ordem e progresso.

Portanto,  tratando-se  de  algo inerente à  sociedade,  é  necessária  a conscientização do indivíduo perante a constituição, sabendo de sua contribuição no meio social. Além disso, a atuação da mídia e das organizações não governamentais (ONGs) é indispensável,  pois mobiliza a população a engajar-se mais na causa social. Ademais, torna-se preciso a ação do Poder Judiciário para uma fiscalização mais rígida das leis acerca do racismo, mas também para que haja a qualificação moral do individuo para exercer  suas  funções  policiais  sem abusar da autoridade  recebida.