Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 16/09/2020
Convivemos diariamente com as consequências da escravidão no Brasil, pois o racismo ainda é um fator atenuante na sociedade. A primeira instituição policial no país foi criada para a “contenção” dos negros, a fim de evitar o mesmo movimento ocorrido no Haiti. Portanto, a polícia continua sendo uma instituição elitista, que protege os mais ricos e brancos e pune os pobres, principalmente os negros.
Primeiramente, é necessário deixar claro que de acordo com os dados do Institutos de Segurança Pública, entre janeiro e julho de 2019, só a polícia do Rio de Janeiro matou 1075 pessoas, 80% delas eram negras ou pardas. Logo, é perceptível que a abordagem dos policiais é extremamente agressiva, devido a um treinamento semelhante ao do exército, em que é inapropriado à polícia militar. O que torna preciso uma reforma no treinamento desses agentes da lei.
Além disso, há muita impunidade dentro dessa instituição. Em 64 casos de execução extra-judiciais investigados pela Human Rights Watch, apenas 8 foram a julgamento e 4 condenados, e 36 não foram denunciados ao Ministério Público. Tal fato é devido ao julgamento por tribunal militar, e eles acabam não sendo punidos ou levando pena branda por seus crimes.
Portanto, medidas são necessárias para resolver esse problema. As Secretárias de Segurança Pública junto ao governo devem criar um novo treinamento aos policiais, como um curso de reciclagem, buscando formas menos agressiva de abordar a população. E o governo deve extinguir o tribunal militar, para que todos sejam julgados no tribunal civil, assim a impunidade e casos de violência absurda iriam diminuir.