Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Enviada em 18/09/2020

A igualdade como elemento básico.

A discriminação racial que permeou a história dos diversos países, é estruturada em distorções profundas dos direitos humanos. A aplicação do apartheid, do tráfico de escravos, e de movimentos como o da  “Ku Klux Klan”, geraram marcas e indignações sem precedentes durante a história. A violência contra os negros no Brasil, reflete mais um fator de limitação da liberdade individual dos menos favorecidos, gerando consonantemente a banalização dos direitos básicos que deveriam constituir uma nação. Nessa perspectiva caótica, pensar maneiras de solucionar um problema que já existe a muito tempo e com profundas raízes históricas, exige intensas tentativas de mudança contra aquilo que é direito básico de todo cidadão, o tratamento igual perante a lei e além do mais, o respeito.

Mediante as causas deste cenário, o preconceito é o fator central que gera o ciclo de violência contra os negros. Conforme esta ideia, a associação da cor de pele dos indivíduos que moram nas periferias e bairros pobres com a apropriação de que estes são marginais e perigosos, expande as relações de agressão entre as autoridades e os vitimados. As verdadeiras guerras nas favelas do Rio de Janeiro são exemplos de como a falta de fiscalização e fragilidade de órgãos públicos enaltecem a indiferença com a situação trágica que ocorre nestes locais. A  morte do americano negro George Floyd por um policial branco, fora outro evento de grande repercussão nas mídias, atentando para o fato de que o problema é global, e o mais perigoso, é que esta sendo constantemente normalizado.

Contudo não se deve homogeneizar a situação e caracterizar todos os policiais como agressores violentos. Pelo contrário, muitos trabalham corretamente para a proteção dos cidadão, e reconhecem a problemática atual nas sociedades. Reconhecer o erro e por meio de medidas eficazes procurar maneiras de soluciona-lo, são os primeiros passos para enfrentarmos todos estes percalços. Em síntese a esta ideia, evitar movimentos que extrapolam o relacionamento de paz, é acentuar um discurso pacifista e conveniente, para que os dois lados possam chegar a um acordo.                                Mediante ao contexto, é inegável que as reações contra o sistema vigente precisam de força e auxílios mútuos. É imprescindível que a ética atenda para uma inteligência compartilhada, à serviço do aperfeiçoamento de uma convivência melhor. As comissões parlamentares de inquérito são um dos órgãos que podem ajudar a investigar os casos e fiscalizar as  brutalidades destes policiais. O papel da mídia tem feito um grande trabalho em divulgar e atentar para as situações vigentes. Dessa maneira, disseminar informações que condizem com a realidade, tendem a tornar o processo mais justo e eficaz para a sociedade e desta forma, nos ajuda a lutar e resistir contra as descriminações e o preconceito.