Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Enviada em 22/09/2020

Observando o cenário em que se encontra o mundo atual, é notório que boa parte das mortes ocasionadas por policiais são contra negros, como foi a morte de George Floyd , um americano negro de 46 anos, nos Eua. E por conta das mobilizações acionadas a partir da morte desse homem, a Onu decidiu criar um inquérito para investigar a brutalidade policial em países ao redor do mundo, inquérito esse que não foi bem recebido pelos Estados Unidos da América e pelo Brasil, na tentativa de esconderem a aparente brutalidade policial nesses países e o conforto que a eles é dado.

O primeiro ponto a ser debatido é a rejeição do inquérito pelos Eua e pelo Brasil, com o objetivo de esconder e “proteger” seus agentes da lei. Segundo a Professora da Escola de Serviço Social da Universidade de Chicago, nos Estados Unidos, a dominicana Yanilda Maria Gonzáles, a violência policial no Brasil e nos Estados Unidos é igual, nos dois países os agentes agem em função da hierarquia e do racismo estrutural que foi implantado em sua sociedade. Seguindo seu ponto a Professora afirma que em ambas as sociedades as mortes de negros se mantem semelhantes, tendo 13% da população negra nos Estados Unidos, porém, 25 % das vitímas de policiais são negros. Se equiparando ao Brasil, onde as pessoas negras são mais da metade da população, porém são 75 % das vítimas. Causando uma conformidade entre a desigualdade e a liberdade dada aos policiais nos dois países.

O segundo ponto a ser citado, é a necessidade da mobilização social para que haja uma real mudança nos atos desiguais por policiais. Segundo a Professora, sem a unificação e a pressão do povo em cima de políticos e militares, mudanças reais não serão vistas, pois a polícia possui força e poder estrutural para resistir a pequenas contrações. Sua autonomia e poder de decisão dentro do país os faz saírem impunes desses atos racistas, e com o “apoio” do governo , vítimas como George Floyd e João Pedro, um adolescente negro de 14 anos que vivia no Rio de Janeiro, continuarão a aparecer na sociedade.

Por conta disso, é necessário que organizações privadas em conjunto a sociedade apoiadora dos direitos dos negros se mobilizem de forma positiva por meio de protestos e a criação de inquéritos investigativos, a fim de exonerar agentes da lei mal intencionados e como consequência diminuir a desigualdade e número de mortes da população negra.  Além disso, é necessário que sejam implementadas aulas adicionais sobre a cultura negra pelo Ministério da Educação, a fim de informar crianças e adolescentes e conscientizá-los, para que a sociedade possa ser moldada ao longo dos anos, criando um ambiente mundial com menos desigualdade.