Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Enviada em 22/09/2020

O seriado estadunidense da Netflix intitulado “olhos que condenam” conta a história de cinco garotos negros que foram condenados injustamente por policiais. Semelhantemente, essa série reflete o quadro atual mundial, visto que muitos indivíduos são julgados e até mesmo violentados pelos policiais em função da cor de suas pele, principalmente os negros. Dentro desse contexto, dois fatores que devem ser levados em consideração são o racismo estrutural  e a segregação racial.

Em primeira análise, é evidente que o preconceito contra os negros já existe há muito tempo. No Brasil, por exemplo, desde a era da colonização essa visão já era comum, pois os negros eram feitos de escravos e vendidos como uma mercadoria. Embora, em 1888, a Lei Áurea, que abolia a escravidão, fosse assinada, o preconceito continuou existindo e persiste até os dias atuais. Por conseguinte, devido ao racismo enraizado, muitos policiais racistas acabam tomando atitudes mais severas nas vítimas e, às vezes, abordam as só pela cor. Isso pode ser muito exemplificado pelo caso de George Floyd, o qual foi assassinado por policiais brancos nos Estados Unidos.

Em segunda análise, vale ressaltar que boa parte da população negra possui uma renda mais baixa em relação à população branca, conforme afirma o site de notícias “Oul”. Certamente, isso está ligado a um processo histórico de desigualdade racial alavancada pelo preconceito e por medidas racistas, como, por exemplo, o Apartheid que consistia em uma separação entre negros e brancos, este último mais privilegiado. Desse modo, desencadeia-se uma percepção, principalmente por parte dos policiais, de que por serem mais pobres estão ligados ao crime com mais facilidade e, devido a isso, os profissionais da segurança acabam usando a intuição e cometendo uma abordagem violenta desnecessária.

Portanto, cabe ao Governo Federal juntamente com o Poder Legislativo elaborar leis mais severas e eficazes quanto à violência policial por meio de reuniões e acordos políticos, para que estes profissionais tenham um maior receio ao cometer esses crimes. Além do mais, as mídias, por meio de um incentivo financeiro advindo do Governo Federal, podem tanto divulgar e instruir sobre os atuais movimentos antirracistas, a fim de incentivar a população a participar, como também criar propagandas e reportagens que valorizem a igualdade racial. Desse modo, o racismo diminuiria e, consequentemente, a violência policial contra os negros também.