Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Enviada em 28/09/2020

Violência acima de tudo letalidade acima de todos

Não há dúvidas que velem os acontecimentos que vem ocorrendo no mundo frequentemente. Dentre tantas injustiças citemos o carro de alguns jovens que sofreram cem disparos feitos pela polícia, com a desculpa que infelizmente foram “confundidos com bandidos”. Ou então o jovem menino João Pedro de quatorze anos, que vivia em uma periferia do Rio de Janeiro e  foi baleado pela polícia estando dentro de sua própria casa. Também o caso de Jacob Blake, nos Estados Unidos, que foi baleado saindo de uma loja de conveniência e indo em direção a seu carro, sofreu onze tiros.

Nada disso foi ou é confusão, desde as colonizações pessoas negras são tidas como inferiores, não atoa sendo escravizados por mais de 500 anos, pelo menos no Brasil. É aterrorizante como o mundo chegou ao ponto de banalizar tantas mortes, tantas vidas. Mas em 2020 foi e está sendo diferente, mesmo em um ano de pandemia pessoas tomaram as ruas no Brasil e nos Estados Unidos com uma grande mensagem sendo passada aos gritos de esperança de mudança e justiça " NO JUSTICE NO PEACE" que em tradução livre seria " SEM JUSTIÇA SEM PAZ".

Contudo a violência policial cresce a cada ano,  segundo a revista Super Interessante a letalidade policial no Brasil é cinco vezes maior que nos EUA e sempre é decorrente perceber isso principalmente nas operações policiais dentro das comunidades brasileiras. Mas é notório em diferentes lugares, como perseguição em supermercados, guardar objetos de valor perto de pessoas negras e outras diversas situações. O mundo é racista, a polícia é racista e o governo é racista, e dizendo isso não se trata de generalização ou radicalismo, mas sim de entender que o racismo está preso nas entranhas da socialização e por mais que doa perceber isso, é fundamental para que isso venha a mudar em um futuro próximo.

No livro " Manual antirracista" Djamila Ribeiro mostra diversas atitudes pessoais e individuais que ajudariam a mudar muita coisa, mas ainda assim é necessário mais aparato do governo. Uma sociedade tendo como figura política um representante a favor de mudanças e que promova um país mais liberto de preconceitos com certeza avançaria a mente de toda população.

Em virtude dos fatos apresentados é necessário uma cobrança para com o governo, exigindo posicionamentos e colocações que ajudem os que mais sofrem na civilização. Seria necessário ainda mais educação nos âmbitos escolares, para que crianças e adolescentes cresçam livres de preconceitos e sejam adultos melhores no futuro, desse modo construindo um país e mundo com maior tolerância e empatia.