Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Enviada em 30/09/2020

Com as expansões marítimas ocorridas do século XV em diante, um grande contingente populacional africano foi forçado a participar desse processo, mas não como colonizador e sim como mão de obra. Sob essa ótica, a relação é, historicamente, imposta e não escolhido por eles, dessa mesma maneira acontece com a imposição policial violenta sobre a parcela negra. Nesse contexto, é possível analisar que a violência da polícia contra afrodescendentes é um reflexo que está atrelado a dois pontos, sendo eles: o racismo estrutural e a comodidade governamental.

Em primeira análise, tem-se que a reprodução de desigualdades enraizadas está camuflada e acaba por passar desapercebida. Segundo Karl Marx, o homem é resultado do meio em que está inserido, em contrapartida, a perpetuação da violência por cor é um fato colonial que não deveria mais fazer parte do cenário atual, pois revela a estagnação da população. Dessa forma, é perceptível que há uma corrente minuciosa não abordada regularmente que incentiva esse tipo de ação explicitando a falta de uma intervenção mais recorrente e eficaz.

Em segunda análise, pode-se alegar que a ineficiência do Estado coopera para a realidade debatida, já que relativizou suas medidas, mesmo diante do caos. De acordo com a primeira lei de Newton, a inércia é um estado de imutabilidade de um corpo até que uma força atue sobre ele, de maneira análoga ocorre com o alto escalão que encarou essa realidade como normal, o que acabou por colocar os negros em perigo constantemente. Desse modo, fica evidente que é necessária uma ação firme sobre a posição do Governo, impotente, quanto a um de seus órgãos, a polícia.

Torna-se evidente, portanto a necessidade do Ministério da Educação em conjunto com o Poder Legislativo estabelecer a inserção da temática trabalhada nas escolas de todo o Brasil, enquanto o órgão máximo reconfigura a base policial. Isso pode ocorrer por meio de aulas periódicas no calendário escolar - que busquem sanar o preconceito de maneira sutil e didática - e a criação de uma lei fiscalizadora - que imponha multa ou exoneração imediata do cargo -, como forma de agir simultaneamente em duas frentes sociais.Espera-se, com isso, erradicar, a médio prazo, a problemática para, assim, equipara a segurança dos negros à dos brancos.