Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 02/10/2020
O filósofo francês Sartre defende que cabe ao ser humano escolher seu modo de agir, pois este seria livre e responsável. No entanto, percebe-se a irresponsabilidade da sociedade no que concerne a questão da brutalidade policial contra negros no Brasil e no mundo. Desse modo, surge a problemática da violência racial, seja em virtude da insuficiência de leis, seja pela falta de empatia social.
É indubitável que a questão constitucional e sua aplicação estejam entre as causas do problema. De acordo com Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. Nesse contexto, é possível perceber que a agressividade de muitos policiais contra pessoas pretas rompe essa harmonia, haja vista que, em muitos casos, leis como injúria racial não passam de uma utopia social. Sob essa perspectiva, evidencia-se a importância do reforço da regulamentação de combate à essa problemática.
Além disso, a brutalidade da polícia contra pessoas com pele escura, encontra terra fértil na falta de empatia. Na obra “modernidade líquida”, Zygmunt Bauman defende que a pós-modernidade é fortemente influenciada pelo individualismo. Em virtude disso, há, como consequência a falta de empatia, pois, para se colocar no lugar do outro, é preciso deixar de olhar apenas para si. Essa liquidez que influi sobre a questão das agressões de muitos agentes da segurança contra negros funciona como um forte empecilho para sua resolução.
É notório, portanto, que há entraves à serem resolvidos para minimizar esse revés. Diante de tal viés, faz-se necessário que todos os governos mundiais promovam projetos, por meio de leis eficazes, e palestras aos policiais, abordando atividades de empatia, visando enfatizar as nocividades da violência contra pessoas pretas. Dessa forma, com base no equilíbrio proposto por Aristóteles, esse fato social será gradativamente minimizado.