Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 30/09/2020
Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à saúde, à educação e ao bem-estar social. Entretanto, o número exorbitante de casos de violência policial contra pessoas afrodescendentes, no Brasil e no mundo, impossibilita que parcela da população desfrute de seus direitos universais. Nessa lógica, essas agressões são causadas, principalmente, pela desigualdade social e pelo sistema educacional precário do país. Nessa perspectiva, medidas são necessárias para solucionar o problema.
Primeiramente, é importante salientar as maneiras que a desigualdade social influencia na violência, especialmente contra negros. Uma vez que, por pressão da Inglaterra, Portugal foi obrigado a abolir a escravidão no Brasil, colocando as pessoas recém-libertadas, maioria afrodescendente e indígena, em situação de extrema pobreza e ausência de direitos básicos. Em contraste com isso, atualmente, segundo uma pesquisa do UOL, portal de notícias, mais de 75% da população com renda baixa do Brasil é negra, evidenciando os raízes culturais e sociais da nossa nação. Além de que, de acordo com o G1, portal de notícias, mais de 80% dos mortos por policiais no estado do Rio de Janeiro são negros ou pardos. Nesse espectro, pelos dados supracitados, pode-se concluir a grande relação entre pobreza e violência sobre os afrodescendentes, visto que grande parte deles possui baixa renda e o percentual de mortes é extremamente elevado sobre eles.
É importante, ainda, evidenciar a relação entre agressão contra negros e problemas educacionais. Dado que, conforme pesquisa do Ministério da Justiça, o Brasil é o país do mundo que mais mata negros do mundo. Ademais, em concordância com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), o Brasil ocupava a 55° posição em 61 países avaliados sobre qualidade de ensino. Nessa conjuntura, é racional relacionar a baixa posição da qualidade do sistema educacional com o número de mortes, posto que, consoante com a filosofia de Immanuel Kant, “o homem é o que a educação faz dele”, enfatizando o poder desse recurso e como ele pode mudar e melhorar as pessoas.
Portanto, infere-se que medidas são necessárias para solucionar os problemas. Por isso, cabe ao Ministério da Educação (MEC) em conjunto com o Poder público, criar melhores condições de segurança e educação para a população, por meio de investimentos nessas áreas, como a construção de escolas, universidades e delegacias. Além de fazer campanhas de conscientização e movimentos antirracismo nas escolas públicas, a fim de conscientizar a população e gerar pessoas melhores para o futuro, diminuindo assim a violência contra esse grupo. A partir dessas ações, espera-se promover uma melhora no bem-estar do país.