Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Enviada em 01/10/2020

É notório que o racismo no Brasil e no mundo é proveniente das raízes históricas deixadas pela escravidão, e herança direta da corrida imperialista, que classificava todos os seres humanos não brancos como inferiores e renegados por Deus, de acordo com a teoria do darwinismo social. De mesmo modo, a sociedade hodierna foi construída a partir da opressão de outros grupos, principalmente da população negra, que continua marginalizada por causa da cor de sua pele, e injustiçada com a crescente violência policial intercontinentalmente.

A princípio, é importante salientar que 73% entre os 10% com os menores rendimentos no Brasil são negros, além de comporem a maior massa carcerária, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística  (IBGE). Tais dados apenas denunciam a falta de inclusão e políticas públicas com tal grupo, de acordo com a filósofa Djamila Ribeiro, o racismo não é um ato de vontade individual, e sim um complexo sistema que oprime e cria abismos sociais.

Destarte, no cenário de pandemia, o movimento Black Lives Matter vem ganhando grande repercussão nos meios midiáticos, que denunciam a impunidade e brutalidade do genocídio negro, como no caso de George Floyd, asfixiado até a morte por um policial branco sem a mínima empatia. Diante disso, é perceptível que o racismo velado continua intrínseco no século XXI,  e o tratamento dado ao corpo negro reitera a teoria de Marx de coisificação do ser humano.

Logo, infere-se que o Ministério da Cidadania e o Tribunal de Justiça tomem medidas para mudar o atual cenário de violência e preconceito contra a população preta, com a criação de uma nova lei que aumente a pena e proíba a fiança aos casos de injúria, para que diminua os bárbaros casos de racismo. Ademais, convém que o governo aumente as políticas afirmativas e o acesso a educação, com o intuito de diminuir o abismo social e promover as mesmas oportunidades a todos, sem exceção.