Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Enviada em 02/10/2020

De acordo com a constituição de 1988, todos são iguais perante a lei, quanto ao direito de liberdade de expressão e o ir e vir, independente da etnia. Entretanto, na atualidade, é perceptível a persistência da discriminação contra à população negra, principalmente, no âmbito policial. Nesse aspecto, é válido analisar as causas que envolvem essa problemática no que diz respeito às questões socioculturais e do racismo.

Primeiramente, a cultura do eurocentrismo aliado ao período escravocrata são os principais fatores que contribuiu para esse impasse. Isso porque, os negros, ao longo da história, são considerados pelos brancos como inferiores, violentos e de grande risco a sociedade. Esse fenômeno se reflete no regime do apartheid, ocorrido na África do Sul, em que os negros eram proibidos de transitar nas vias públicas pelos policiais, o que revela que o preconceito racial está enraizado na sociedade, de forma subjetiva e cultural. Dessa forma, é preciso que essa ideologia seja combatida para que se evite a violação dos direitos raciais constados na constituição.

Além disso, o racismo velado existente no Brasil também é um fator que precisa ser superado. Ele está mais visível quando se trata da grande violência ocorrida nas periferias durante confrontos militares que provocam a morte de jovens e crianças negras. Uma prova dessa problemática estão nos dados divulgados pelo jornal, O Estadão, no qual ele relata que os negros representam 75% dos mortos pela polícia, o que ratifica a situação de preconceito e marginalização desse público, pelas instituições de segurança nacional. Diante disso, é essencial que haja a conscientização e reeducação individual dos policiais, a fim de que eles evitem generalizações contra à população negra.

Fica evidente, portanto, a necessidade de reverter esse quadro mediante políticas públicas de capacitação dos policiais. Cabe ao Estado, em parceria com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, a realização de treinamentos, por meio de recursos tecnológicos, que vise uma melhor identificação dos criminosos, com uma abordagem mais profissional e menos subjetiva, objetivando evitar confrontos e mortes motivados pela cor da pele, por exemplo. Ademais, é importante também que esses órgãos proponham palestras educativas semanais nos batalhões, com o intuito de informar aos policiais a importância do respeito a diversidade étnica, para promover a desconstrução das ideologias racistas e legitimar os direitos sociais concedidos ao público negro.