Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Enviada em 05/10/2020

No ano de 2020, o mundo parou após a grande repercussão do caso de George Floyd, homem afro-americano brutalmente assassinado por policiais na cidade de Minneapolis, trazendo à tona o debate quanto ao racismo institucional presente nos órgãos policiais  e sua relação com o aumento da violência cometida contra negros em todo o mundo. Sendo assim, convém analisar à causalidade do impasse.

Em primeira análise, pode-se citar o racismo presente nas instituições policiais como uma das principais causas do problema. Uma prova disso é um levantamento feito pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) aonde é dito que 75,4% das vítimas de violência policial no Brasil eram negros. Segundo Martin Luther King Jr, líder do movimento dos direitos civis nos Estados Unidos, a discriminação dos negros está presente em cada momento das suas vidas para lembrá-los que a inferioridade é uma mentira que só é aceita como verdadeira para a sociedade que os domina, tal máxima reflete a situação abordada uma vez que, devido a negligência de entes governamentais, o racismo institucional presente em nossa sociedade apenas tende a crescer.

Consequentemente observa-se um inegável aumento nos casos de violência policial na sociedade contemporânea. De acordo com o FBSP a letalidade policial em São Paulo cresceu 31% no período entre janeiro e abril, mês que bateu recorde de mortes pela polícia, sendo mais de 70% das vítimas negros e moradores de periferia. Tal realidade se assemelha à retratada na obra ‘‘Castigo de escravo’’, obra que retrata uma mulher escrava sendo punida com uma fucinheira -objeto que representa a submissão da população negra-, pintada por Jean Jacques Arago no ano de 1820 que, apesar de pintada há séculos, continua atual. Portanto, urge a disposição de meios que visem a solução do problema.

Dessa forma, é evidente que são necessárias medidas para a solução do revés apresentado. Destarte a Organização das nações unidas (ONU) deve, por meio de um acordo com os países-membros, criar uma política que vise tornar o racismo um crime hediondo, inafiançável e imprescritível, além de financiar grupos independentes que lutam contra o racismo estrutural presente na sociedade hodierna. Para que assim, a violência policial contra negros no mundo não seja mais um problema e possamos rumar ao progresso, observando-se assim, menos casos como o de George Floyd e uma realidade diferente retratada na pintura Castigo de escravo.