Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Enviada em 07/10/2020

O livro “O ódio que você semeia” da escritora americana Angie Thomas retrata a história da jovem Starr Carter, uma adolescente negra que vive na periferia e frequenta uma escola de elite, e com apenas 16 anos, vivenciou um trauma. Khalil, seu melhor amigo que também é negro, dava uma carona para Starr após uma festa quando foi parado por um policial que, ao exceder sua autoridade por desconfiança, mata Khalil com três tiros no peito. Fora da ficção, percebe-se que a violência policial contra pessoas negras está presente em vários países do mundo. Os casos de violência policial contra negros aumentam ano após ano, evidenciando que há racismo por parte dos policiais e que há necessidade de melhorar o treinamento das forças policiais para que a violência contra pessoas negras não ocorra mais.

Em primeiro lugar, é necessário conhecer a origem da violência policial. Pode-se ter como exemplo o Brasil e Estados Unidos, dois países com histórias escravocratas, nos quais os períodos de escravidão de cada país contribuíram para a existência de tal violência. Assim como o Brasil tentou embranquecer a população, pois entendia que pessoas de pele branca eram superiores, nos Estados Unidos a Declaração de Emancipação de Lincoln não conseguiu acabar, de repente, com a humilhação da raça negra. Por consequência, ela também não impediu a violência contra negros, ao contrário, motivou até mesmo a criação de sociedades secretas, como a Ku Klux Klan.

Em segundo lugar, de acordo com o rapper brasileiro Edi Rock, “A polícia é racista, mais do que ninguém”. Dois casos que podem ter uma comparação com esta frase são os de George Floyd e do menino João Pedro, ambos assassinados por policiais apenas por serem negros. Enquanto George Floyd foi morto sufocado nos Estados Unidos, João Pedro de 14 anos foi vítima de bala perdida dentro da própria casa, durante uma ação policial contra tráfico de drogas no Brasil. Esses dois casos podem evidenciar o racismo institucional (baseado na raça da pessoa) por parte dos policiais e que é preciso melhorar o treinamento da policia para que isso não ocorra mais.

Portanto, é mister que o Estado tome medidas para amenizar o quadro atual. Para conscientizar  a população mundial sobre o problema, urge que os governos estaduais e a sociedade, adotem medidas severas contra a violência policial e trabalhem a representatividade afrodescendente, para que a polícia desenvolva ações de maneira compatível com os princípios do Estado Democrático de Direito, primando pela preservação da vida e que tenha maior participação de negros na política, por meio de ações de combate ao racismo no âmbito das instituições de segurança pública e a implementação de negros em cargos políticos. Só assim a violência policial diminuirá e o mundo será um lugar melhor.