Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 07/10/2020
No contexto histórico de diversos países, os negros enfrentaram períodos escravocratas, os quais sofriam violência física e psicológica. Não obstante de tal problemática, após o fim da escravidão, não houve políticas de inserção dos negros na comunidade, e assim, a violência racial segue-se corriqueira na sociedade contemporânea. Casos como os do americano George Floyd, asfixiado até a morte por um policial e do jovem brasileiro João Pedro, alvejado por um tiro em sua residência, são exemplos da existência da falta do controle da violência contra os negros. Sendo assim, esse tema deve ser discutido e pautado com importância.
Primeiramente, é importante ressaltar que as discrepâncias raciais entre as vítimas da letalidade policial se dão pela desigualdade social, que reproduzem a ideia de que a área de segurança não deveria tratar os cidadãos com igualdade. Um relatório da Anistia Internacional apontou que as forças policiais brasileiras são as que mais matam no mundo. No Rio de Janeiro, 99,5% das pessoas assassinadas por policiais entre 2010 e 2013, eram homens e 80% negros. “O Brasil aplaude a miscigenação quando clareia. Quando escurece, ele condena. O táxi não para pra você, mas a viatura para. Esse é o problema urgente do Brasil”, disse o rapper Emicida. Desse modo, ao acreditar que o Brasil é um país inclusivo e aberto, é escondido um mal que perdura séculos, a disparidade racial.
Ademais, o racismo estrutural se esconde nos aspectos da sociedade brasileira e se apresenta principalmente no âmbito institucional. “A maneira como a mídia brasileira trata os episódios de racismo no Brasil faz parte do racismo que estrutura a sociedade brasileira”, analisa o advogado Humberto Adami. O racismo estrutural está enraizado na cultura de um povo. Desse modo, diversas pessoas reconheceram o movimento antirracista e uma onda de protestos surgiu, principalmente no Brasil e nos Estados Unidos. O movimento “Black Lives Matter” (Vidas Negras Importam), ganhou repercussão e acabou se transformando em atos que conseguiram dar visibilidade à discriminação racial e a violência policial, tornando-se um dos maiores movimentos sociais da história.
Portanto, fica evidente que a violência policial observada hoje é reflexo dos erros do passado, em que pessoas negras ainda são reprimidas. Cabe ao Governo Federal juntamente ao Poder Legislativo, promover a segurança desses indivíduos por meio de leis. Além disso, cabe ao Estado promover campanhas em apoio à sociedade negra. Outrossim, devem haver mudanças no âmbito das políticas de segurança, promovendo um cuidado maior do policiamento, para que não exista uma desigualdade diante ao tratamento dos cidadãos. Somente assim, os problemas contra a violência racial serão resolvidos, pois, enquanto houver racismo, não haverá democracia.