Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Enviada em 06/10/2020

A onda crescente de flagras por cidadãos comuns de policiais agredindo de forma desnecessária suspeitos, apenas por serem negros, causou diversas manifestações em todo o globo contra o racismo e a violência policial. Isso expôs para o mundo a insatisfação da atual geração com a factual omissão de anos quanto a esse problema. A revolta surge pelo silêncio de tantos anos.

Por conseguinte, é preciso lembrar que o racismo, vindo de um policial ou não, não tem ideologia, o racismo está presente de forma estruturada dentro do estado, das organizações e de seus respectivos representantes e a forma coletivista que o racismo adquire muito rapidamente esclarece esses fatos. A vontade incontrolável diminuir alguém pela crença de que seus valores e caráter são determinados antes que este nasça, por fatores físicos para além do seu controle é exatamente a descrição do racismo que está enraizado na polícia apesar de não contaminar todos da corporação.

Quanto mais se adentra nesse pensamento mais se encontra fatos que assustam, sendo um deles o número de negros que são mortos durante ações policiais, sendo este de 78% de todas as pessoas mortas por policiais. Não sejamos hipócritas, as operações policiais ocorrem normalmente nas favelas, onde se costuma achar mais negros, e estes normalmente são aliciados ao crime pelas facções, entretanto ao juntar esse número com as diversas práticas de racismo e violência policial flagradas e publicadas em redes sociais por cidadãos brasileiros, o número cresce sua relevância e aumenta a preocupação geral da nação para o problema. Outro grande problema que agrega a isso é o coletivismo racista. Como explica o livro A revolta de Atlas: “O racismo é a forma mais baixa e mais cruelmente primitiva de coletivismo.” (Ayn Rand, 1957), e é visível através da história que a mente coletivista na mão de autoridades traz o caos à sociedade, tanto quando o coletivismo é aplicado às classes sociais, como quando aplicado as raças. Caso os policiais racistas usem de seu poder para instaurar o coletivismo na sociedade, casos como o de George Floyd continuaram acontecendo.

Dado os fatos, é possível elaborar uma intervenção ao problema de forma abrangente e não egoísta, afinal nem todo policial age de forma racista por mais que este pensamento esteja enraizado em sua corporação. Visto isso, deve-se através do ministério da educação instituir a luta contra o coletivismo, afinal o racismo, com finalidade de segregação traz a coletivização como modelo de vida. Essa ação traria uma luta contra os reais racistas das fundações policiais de forma que a ideação racista na mão dos que têm mais autoridade seria mais rara e ocorridos como o do americano George Floyd acontecessem com menos frequência.