Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Enviada em 06/10/2020

O Período Escravocrata foi o marco inicial para o surgimento do racismo estrutural. Nesse contexto, o problema foi enraizado hodiernamente a nível mundial, uma vez que o desrespeito e abuso de poder tem gerado violência e que, na maioria dos casos, leva a óbito. Nota-se, assim, que a prática é desfavorável ao meio e medidas devem ser tomadas para minimizar a problemática em pauta.

É relevante destacar, a priori, a Constituição Federal Brasileira que assegura, em síntese, o direito à vida. Na prática, é perceptível que o benefício não atinge a maioria, haja vista que a fúria da polícia em decorrência do preconceito negro é um fato recorrente e que desbeneficia a população. Nesse âmbito, a desmoralização da cor se perpetua, também, em algumas palavras usuais como, por exemplo, no termo denegrir, que carrega o significado de despir os negros dos direitos oficiais oferecidos pela Carta Magna.

Outrossim, é primordial ressaltar a obra “Um mundo de marcas", de Gilles Lipovetsky, que retrata, em linhas gerais, as consequências observadas em um habitat marcado por desigualdades raciais. Nesse cenário, é visível que a segurança pública é alvo de um elevado caos, tendo em vista que os profissionais da área atuam de maneira contrária do que diz respeito a sua formação e papel social. Infere-se, portanto, que a situação se desemboca de modo desenfreado em decorrência da falta de empatia e respeito.

Desse modo, é de suma importância que o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos – órgão responsável por implantar e garantir os direitos do indivíduo – atue, por intermédio do Conselho de Defesa da Pessoa Humana, na criação e execução de leis que punam rigidamente o abuso de poder sem concessão de fianças, exoneração de casos, caso haja o descumprimento e amparo psicológico para as vítimas. Dessa forma, é possível formar um país pautado na isonomia, ética e tolerância.