Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Enviada em 07/10/2020

O caso de George Floyd ficou mundialmente conhecido após um policial branco asfixiar um homem negro com seus joelhos posicionados em seu pescoço, levando-o à morte. A violência policial contra negros é uma realidade presente em todo o mundo, e junto a ela caminha o preconceito, algo deplorável e inaceitável. Diante disso, cabe avaliar os motivos que favorecem essa problemática.

Primeiramente, é evidente que a sociedade possui características racistas das quais ela ainda não conseguiu desprender-se. De acordo com o Anuário da Violência, no Brasil 75,4% das vítimas pelas polícias brasileiras eram negros. Além disso, é inegável que esses casos relacionam-se com o racismo, associar a criminalidade à cor da pele tem raízes históricas; no século Vll, por exemplo, os mercadores islâmicos no norte do deserto do Saara compravam mão de obra no sul do continente.

Ademais, fica claro que a desigualdade social é um dos fatores que contribui para a incidência desse tipo de violência. Segundo Gil Buena, “A desigualdade social é uma fenda irracional, fabricada pelas mentes humanas ditas, enganosamente, racionais.” Indivíduos que vivem em áreas periféricas, com baixa escolaridade e de pele negra são vistos de maneira pejorativa, associados à criminosos, e por fim tornam-se alvos fáceis.

Portanto, as raízes do racismo na sociedade e a desigualdade social representam as causas da violência policial sofrida pelos negros. É imprescindível que o Governo de cada país, organização que é a autoridade governante de uma unidade política, busque punir os policiais abusivos e preconceituosos por meio de leis mais severas, exonerações e até mesmo trabalhos voluntários  para que casos como o de George Floyd não fiquem impunes.