Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 06/10/2020
É correto afirmar que a diferença racial ainda é um problema, não só no Brasil, como no resto do mundo. Percebemos a gravidade da situação ao ver em jornais e noticiários, relatos de pessoas negras mortas injustamente todos os dias.
Em agosto, o movimento “Black Lives Matter” (vidas negras importam) tomou conta dos Estados Unidos, levando milhares de pessoas para as ruas a manifestar-se contra o racismo em resposta à morte de George Floyd, um homem negro que foi morto sufocado por um policial branco após ser imobilizado ao ter o pescoço pressionado pelo joelho do policial durante nove minutos enquanto suplicava por ajuda e dizia as palavras “I can’t breathe”, “eu não consigo respirar”, em português. A frase tornou-se um slogan associado ao movimento.
No Brasil, segundo um relatório produzido pela Rede de Observatórios da Segurança, negros são 75% dos mortos pela polícia. Só no Rio de Janeiro, no ano de 2019, foram 1.423 negros mortos por policiais. São 78% dos mortos por ações policiais. Infelizmente, esses número de mortes por intervenção legal foram os maiores números registrados desde o ano de 1998.
De acordo com o que foi apresentado, é necessário uma mudança no comportamento policial. O governo deve promover palestras para conscientização e melhora do trabalho policial e punições para aqueles que cometem equívocos na hora de prender alguém, como exoneração ou, dependendo do erro, encarceramento. É importante ressaltar a necessidade de educar crianças e jovens, na escola e em casa, contra o ato do racismo, consequentemente, o preconceito, a violência, entre outros.