Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 07/10/2020
Em maio desse ano, tornou-se notória a repercussão do caso do americano George Floyd, homem negro que foi estrangulado, num ato violento, e morto por um policial branco. Por conseguinte, essa realidade também se faz presente na sociedade brasileira, já que o número de pessoas negras assassinadas por policiais é significativo. Logo, o racismo existente nas forças policiais, aliado ao despreparo psicológico das autoridades, são fatores que compactuam com a irresolução desse impasse.
Convém analisar, em primeiro plano, que o racismo está institucionalizado na corporação policial. Segundo o site Correio Braziliense; no Brasil, uma pessoa negra corre 2,3 vezes mais risco de ser morto por policiais do que uma pessoa branca. Fica evidente, portanto, que muitos agentes portam a falsa impressão de que o negro é a cor da criminalidade e que, por ser ser um cidadão de cor escura, o individuo deve, obrigatoriamente, ser abordado.
Em segundo plano, também deve se ressaltar que a falta de preparo das autoridades policiais é letal. Nesse ano, por exemplo, foi visto, no Rio de Janeiro, um episódio fatídico em que militares dispararam oitenta tiros no carro de Evaldo Rosa, homem negro, e ceifaram sua vida por engano. Ou seja, o despreparo psicológico subtrai a efetividade policial que, juntamente com o racismo institucionalizado na corporação, comete erros irreparáveis.
À luz dos fatos registrados, é necessário que o Governo Federal tome medidas que atenuem a problemática da violência policial. Por isso, cabe ao Ministério da Segurança criar um segmento da corregedoria que contrate detetives capacitados e se dedique, somente, a investigar casos de racismo por parte de policiais e, como pena, puni-los com sentenças de regime fechado e banimento do cargo. Soma-se ainda a criação, por parte do Ministério da Segurança também, de centros de treinamento para policiais com assistência psicológica diária e estudos sobre racismo.