Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 24/10/2020
Na obra “Olhos d’água”, de Conceição Evaristo nos relatam por meio de contos, a pobreza e violência urbana que atingem a população negra no Brasil. Entretanto, percebe-se que a visão da autora não esta distante de fatos atuais. No Brasil e no mundo inteiro, a violência policial contra os negros tem aumentado rapidamente, isto, devido ao racismo enraizado, proveniente do período da escravidão no Brasil e pela falta de leis rigorosas contra quem comete esse ato criminal.
É importante salientar, a princípio, que o racismo advém do período da escravatura, na qual os portugueses exploravam a mão-de-obra dos negros vindos da África, impondo tais condições a eles por meio de força. Em 1888, a escravidão foi abolida pela lei Áurea. Nesse contexto, o racismo ainda reluz em nossa sociedade vigente, visto que, muitos indivíduos trazem consigo um pensamento de doutrinação histórica, que consiste numa ideia, cujo, o negro só serve para serviço pesado, minimizando essas pessoas e excluindo-as dos meios sociais. Na qual acaba influenciando para que as violências policiais ocorram e façam com que os indivíduos se tornem vítimas de um sistema desigual. A filósofa e escritora Djama Ribeiro, define o comportamento do brasileiro em relação ao racismo da seguinte forma: “Todo mundo sabe que existe, mas ninguém acha que é racista”.
Nessa perspectiva, vale ressaltar que a falta de leis rigorosas tornam o problema do racismo ainda mais comum entre os indivíduos, ou seja, acaba que não tem u limite de até que ponto se deve chegar. Embora seja do desejo de muitos terem uma segurança reforçada, não quer dizer que a população negra tenha que estar na linha de frente com os policiais. Muitas pessoas inocentes acabam perdendo suas vidas por simplesmente serem negras, fruto dessa violência é o caso de João Pedro Mattos Pinto, de 14 anos. Que foi assassinado durante uma operação policial, após ser confundido com um traficante. Segundo os dados estatísticos da Organização das Nações Unidas (ONGs), “em 2007 e 2017, mais de 400.000 afro-brasileiros foram mortos sob violência policial, disputa entre gangues, mas acima de tudo, vítimas de discriminação racial histórica e racismo estrutural no Brasil.
Tornando-se evidente, que o racismo tem afetado os direitos humanos, cabe ao Governo Federal, juntamente com o poder legislativo promover uma segurança mais reforçada aos negros, elaborando leis mais severas, com punições rigorosas. Exigindo do racista uma fiança bem qualificada durante um ano à vítima. Bem como o aumento da pena de quem comete essa violência, tanto física quanto verbal. Importante também a utilização de propagandas nas escolas e nos meios públicos, de como é nocivo á pessoa que comete esse crime. Assim, todas as pessoas iriam pensar antes de fazerem qualquer ação que ferisse o negro.