Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Enviada em 19/10/2020

Acusados, coagidos, incriminados, encarcerados e violentados. Essa foi a trajetória de 5 jovens negros estadunidenses, que virou minissérie. Todavia, “Olhos que condenam” (2019) se mostra condizente a realidade do cenário canarinho. O racismo estrutural e a seleção precária de “agentes da lei” resultaram numa sociedade que condena com os olhos e agride de inúmeras formas. Um imbróglio contraproducente à integridade da cidadania e dos direitos humanos.

É incontrovertível que a justiça por meio das forças policiais, é um sistema quebrado e sem efetividade completa. Agressões, balas perdidas, abuso de poder e corrução são exemplos de realidades corriqueiras no Brasil. Consoante a isso, o extermínio das diferenças étnicas ainda não passa de uma utopia mundial – O apartheid, a Alemanha nazista e a ditadura militar brasileira comprovam isso.

Segundo Zygmunt Bauman, as crises não tem o poder de mudar o mundo, mas sim a reação que elas provocam. Dados da Coalizão Negra por Direitos em 2017, houveram 49.500 homicídios de negros no Brasil – que assim como George Floyd (EUA, 2020) perderam para o racismo estrutural. Outrossim o assassinato de Floyd por um policial acarretou numa onda de manifestações em âmbito mundial, condizentes ao ideário de Bauman supracitado.

Deste modo, medidas são necessárias para frear o problema e fortalecer as resistências. O Governo brasileiro deve se posicionar favorável às mudanças urgentes, em frente a ONU, criado a própria comissão de investigação à violência policial. O Ministério da Justiça e Segurança Pública deve modificar os critérios de seleção policial levando em conta histórico de agressividade, intolerância e o quadro psicológico, para formar “agentes da lei” íntegros e justos. Como também, a imprensa deve expor vigente quadro endêmico de violência policial vigente, com o intuito de quebrar progressivamente o racismo estrutural e bloquear as imunidades por corrupção. Transformando gradativamente a sociedade que condena por pretextos, em uma sociedade que se aproxima da utopia igualitária.