Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 16/10/2020
Segundo Platão, a qualidade de vida tem grande importância, de tal modo que ultrapassa a da própria existência. Entretanto, essa não é a realidade de vida da população negra não apenas do Brasil, mas no mundo, que são os mais afetados pela violência policial. Com isso, ao invés de tentar aproximar a idealização do filósofo, o racismo estrutural e a normalização desse ato, contribuem para que e o problema persista.
Em 2018, o jovem negro, Rodrigo Serrano foi baleado por um policial que, em sua defesa, alegou confundir um guarda-chuva com um fuzil. Porém, esse não foi o único ato de violência policial brasileira, tendo em vista a análise de dados retirados de pesquisas recentes, as quais apontam que no Brasil, as vitimas negras de abuso de autoridade policial chegam em até 75% e 25% nos Estados Unidos. Logo, com os dados apresentados, é nítido que o racismo enraizado nas sociedades mundiais, fomentam para a continuidade dessa problemática.
Ademais, outro fator que auxilia em uma má qualidade de vida para a população negra mundial, é a normalização da violência policial contra os mesmos. Na musica ‘‘Favela Vive’’, é passada a ideia de que há uma normalização na morte de negros, já que o número de casos cresce cada vez mais. Nessa linha de pensamento, a violência se estende ás crianças e aos jovens negros. Sendo assim, há tantos casos de mortes e violências causadas por policiais, que ambas acabam sendo coisas normais no cotidiano, e consequentemente, gerando menos impacto.
Evidencia-se, que a violência policia tem raízes de um racismo velado e da regularização do mesmo. Nesse viés, urge que cidadãos negros de todo o mundo, organizarem passeatas em prol da vida negra, exigindo direitos de igualdade e justiça para as vitimas de violência da policia, a fim de diminuir índices de mortes de pessoas negras e dar visibilidade aos casos de homicídios de negros mortos pela policia. Somente assim, o povo negro não teria o mesmo fim de Rodrigo Serrano e os casos não serão normalizado como em ‘‘Favela Vive’’ e por fim, viveria bem.