Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Enviada em 19/10/2020

O filme “Green Book – O guia”, do diretor Peter Farrelly, discorre sobre a história de Don Shirley, um negro - gênio da música clássica - que, durante uma turnê no Sul do Estados Unidos, é forçado por policiais brancos a descer do carro durante a chuva simplesmente para entregar seus documentos, o que era feito, comumente, apenas com o baixar dos vidros. Contemporaneamente, relatos de policiais brancos com ações discriminatórias contra afrodescendentes, no Brasil e no mundo, são publicados na mídia televisiva. Dentre os fatores que corroboram para essa problemática, destacam-se dois pontos importantes: o preconceito e a falta de educação desses agentes da lei.

Em primeira análise, é possível observar o preconceito como fator preponderante para a manutenção da violência acometida pelos servidores de segurança pública conta as pessoas de cor escura. Consoante Albert Einstein, físico alemão, é mais difícil acabar com um preconceito do que desintegrar um átomo. Nesse contexto, a falta de respeito contra os negros é algo que tem se arrastado ao longo dos séculos, desde a época das colonizações até os dias de hoje. Desse modo, é comum assistirmos nos jornais agressões sofridas por essas minorias por parte de policiais, sobretudo brancos, como o caso de George Floyd nos EUA. Logo, a desconstrução do pensamento, de que os pretos são inferiores aos demais seres humanos, é indispensável para a atenuação dos ataques contra essas pessoas.

Em segunda análise, o despreparo educacional dos agentes de segurança é outro fator influente para o crescimento dessas injustiças. Segundo Immanuel Kant, filósofo prussiano, “O homem é aquilo que a educação faz dele”. Nesse contexto, pode-se afirmar que a falta de uma formação acadêmica, na qual os diretos humanos são abordados como algo essencial e sem discriminação de raça ou qualquer outra natureza, tem favorecido o racismo praticado pelas forças policiais. Dessarte, o ensinamento com ênfase no respeito e defesa das minorias, principalmente a população negra, é crucial para o combate a esse crime como também para a vivência da isonomia de direitos por parte de todos os cidadãos.                    Portanto, o fim do preconceito e uma educação de qualidade são indispensáveis para a defesa e valorização dos negros no Brasil e no mundo. Nesse sentido, urge que o Ministério da Justiça, responsável pela formação dos membros dos órgãos de segurança, assegure a proteção dos afrodescendentes em nossa pátria, por meio de punições mais severas aos agentes que promoverem ou incentivarem a violência contra esse grupo, a fim de que haja um tratamento respeitoso e igualitário para todos. Desse modo, os abusos e agressões sofridos pelos negros, como o Dom Shirley, no filme “Green Book”, serão atenuados em nossa pátria e em todo o globo terrestre.