Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 27/10/2020
Na época atual, o Brasil ocupa o 13° lugar em um ranking mundial de homicídios contra todos os tipos de raças. Porém, os negros são os maiores alvos, inclusive de órgãos responsáveis que trabalham para a garantia da segurança pública(policiais), que usam e abusam do seu poder para maltratar e matar vítimas negras.
Em 2014, 15,6% dos homicídios registrados no Brasil tinham como autor um policial no País. A maioria das pessoas mortas por policiais são jovens e negros. No Rio de Janeiro, 99,5% das pessoas assassinadas por policiais entre 2010 e 2013 eram homens, 80% negros e 75% tinham idades entre 15 e 29 anos, grande parte dos autores dos disparos não foram punidos.
A brutalidade do uso excessivo da força policial contra negros é corriqueira nos países do continente americano, sobretudo nos Estados Unidos e no Brasil. Podemos citar George Floyd, que morreu depois de ter sido algemado e ter o pescoço prensado contra o chão - por aproximadamente nove minutos - pelo joelho de um policial branco, em Minneapolis, no Estado de Minnesota, por supostamente usar uma nota falsificada de vinte dólares em um supermercado.
Por possuírem um cargo considerado alto da sociedade, os policiais se julgam melhores que muitos. Usam de sua autoridade para pregar o racismo que é uma prática bastante antiga em todo o mundo. Segundo especialistas, a maior parte dos casos de discriminação racial é enquadrada no artigo 140 do Código Penal (Decreto-Lei 2.848/40), como injúria, que prevê punição mais branda: de um a seis meses de prisão e multa. O racismo é crime e quem o pratica deve ser punido, independente de qualquer situação.