Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 03/11/2020
Vidas negras importam. Esse lema foi repercutido intensamente após a morte do cidadão estadunidense George Floyd que, inocentemente, foi morto por asfixia por um policial branco no país americano. De modo análogo, hodiernamente, no Brasil e no mundo é comum as mídias televisivas e internet anunciarem noticiários de pessoas de raça negra mortos por policiais ou vítimas de violência física e moral - sem motivos para justificar tais atos - . Nesse contexto, assegura-se, o racismo estrutural e a negligência estatal, como pilares da problemática. Porém, decerto, é imprescindível que essa realidade mude, pelos riscos que traz as pessoas quanto ao desenvolvimento social.
Em primeiro plano, evidencia-se o racismo presente no Brasil e no mundo como um agente impulsionador nos casos de violência contra negros pelo corpo policial. Nessa linha de raciocínio, vale mencionar as ideias do antropólogo Darcy Ribeiro o qual assevera que, “O Brasil, último país a acabar com a escravidão, tem uma perversidade intrínseca na sua herança, que torna a nossa classe dominante enferma de desigualdade, de descaso”. Com base nisso, o território brasileiro foi fundamentado de modo desigual - com a escravidão e o racismo - muitos negros africanos foram maltratados e explorados, desde então, uma parcela de policiais agem injustamente violentando negros por julgá-los como o culpado em todas as situações. Dessa forma, o racismo é uma realidade no Brasil, que faz com que pessoas inocentes negras sejam violentadas por policiais.
Outrossim, a negligência do Estado é outro fator que tonifica o revés. Para compreender melhor essa ideia, é pertinente citar o que propõe o filósofo Thomas Hobbes, segundo ele, a intervenção do estado é fundamental para proteger todos os cidadãos de forma segura e eficaz. Interpreta-se, assim, que, em se tratando de proteção, os cidadãos negros não tem os mesmos direitos de proteção que os de cor branca. De acordo com dados da Universidade Federal de São Carlos, a taxa de negros mortos pela polícia de São Paulo é 3 vezes a de brancos, tais dados refletem a desigualdade existente no país. Dessarte, é necessário que o Estado vise a igualdade de proteção a todos da sociedade.
Diante do exposto, medidas são necessárias para resolver a problemática atual. Para isso, cabe ao Ministério dos Direitos Humanos em conjunto com Organizações Não Governamentais (ONG’S), por meio de sessões públicas nas escolas e locais públicos, exibir filmes, documentários, e palestras de pessoas que abordem a importância de combate ao racismo. Isso deve ser feito no intuito de mostrar a todos a importância do respeito racial. Ademais, é dever do Estado Brasileiro, fiscalizar através da justiça os casos de violência policial contra negros, por fim de punir essa prática e extinguir essa realidade. Sendo assim, poder-se-á mitigar os quadros de violência policial contra negros.